Wastelands: Stories of the Apocalypse (Parte 4)

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(continuação de:

Part 1: The End of The Whole Mess de Stephen King, Salvage de Orson Scott Card, The People of Sand and Slag de Paolo Bacigalupi, Bread and Bombs de M. Rickert;

Part 2: How We Got In Town and Out Again  de Jonathan Lethem, Dark, Dark Were the Tunnels de George R. R. Martin, Waiting for the Zephyr de Tobias S. Buckell, Never Despair de Jack McDevitt, When SYSADAMINS Ruled The Earth de Cory Doctorow;

Part 3The Last of the O-Forms de James Van Pelt, Artie’s Angels de Catherinne Wells, Judgment Passed de Jerry Oltion, Inertia de Nancy Kress, Still Life with Apocalypse de Richard Kadrey, Mute de Gene Wolfe).

Em And The Deep Blue Sea de Elizabeth Bear percorremos um país isolado, caracterizado por sucessivos desastres nucleares, enquanto uma transportadora, de moto e protegida, tem como objectivo entregar uma encomenda. Numa terra fantasma, a transportadora é também assombrada pelos seus próprios demónios, com os quais negoceia sem escrúpulos. Um conto engraçado, mas sem grande interesse, nem pelo cenário, nem pelo cenário demasiado comum.

O conto de Octavia E. Butler é poderoso. Em Speech Sounds o fim do mundo chega com a destruição das capacidades humanas. Após uma doença desconhecida quase todos os seres humanos são idiotas, incapazes de falar ou de escrever por já não possuirem capacidades cognitivas para tal. A personagem principal não ficou totalmente simples, mas, por receio de ser apedrejada, esconde que ainda consegue falar. Num futuro onde se perdem as faculdades, a civilização declina perigosamente.

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Os restantes contos são mais ou menos simples ou expectáveis. Killers de Carol Emshwiller é mais um conto de solidão e ciúmes do que propriamente de apocalipse resultando num final previsível. Em The End of the World as We know It de Dale Bailey todos os seres humanos morrem de uma doença desconhecida. Ou quase todos. Um homem sobrevive mas, sem nada para fazer, bebe o dia todo. Mesmo quando encontra outra sobrevivente.

E mesmo num cenário inóspido os seres humanos procuram algo mais do que a simples sobrevivência. A Song Before Sunset centra-se num velhote que sonha voltar à sala de espectáculos onde brilhou ao piano. Entre a sobrevivência diária e a lembrança das teclas, tece um plano contra o tempo. Já Ginne Sweethip’s Flying Circus de Neal Barrett, Jr um espectáculo percorre as terras, mas o espectáculo que fornece é o mais velho domundo, a promessa de sexo num mundo onde escasseiam as mulheres.

Entre contos extraordinários e outros esquecíveis ou simplesmente banais, esta enorme antologia explora os mais diversos cenários apocalípticos, desde o fim da humanidade, à alteração do planeta Terra que o torna inabitável. Alguns contos centram-se na exploração de cenários, enquanto outros em cenas mundanas – mas não é isto que os torna banais, dado que até nas cenas mais rotineiras alguns autores conseguem envolver o leitor. Ficam-me na memória os contos de George R. R. Martin e de Cory Doctorow como excelentes, o de James Van Pelt pela premissa, o de Catherinne Wells pela exploração da vertente humana, o de Jerry Oltion pela ironia carregada e o de Octavia E. Butler pela brutalidade do cenário.

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