The end is Nigh – Vários autores (parte 2)

the end is nigh

System reset de Tobias S. Buckell é mais um dos contos que explora o apocalipse tecnológico, numa história em que todos os sistemas informáticos são desligados. Apesar de se preocupar em desenvolver as personagens, não foi uma história que me cativasse sendo, apesar de razoável, uma das piores do conjunto.

Ao que se segue This Unlempt world is Falling to pieces de Jamie Ford, uma história alternativa que decorre em1910 aproveitando a passagem de um cometa como cenário apocalíptico. A próxima é de Ben H. Winters, responsável por uma das obras apocalípticas mais faladas no ano passado, a série The Last Policeman. Bring her to me é dos contos mais arrepiantes do conjunto. Há alguns anos todos os seres humanos ouvem uma voz que acreditam ser de origem divina, que os instruí para o dia do fim do mundo, o dia em que todos irão ingerir veneno. Bem, mas nem todos ouvem a voz. Uma rapariga não a ouve e apesar das tentativas da família em a envolver no evento, ela permanece incrédula.

In the air de Hugh Howey não é muito original em premissa – todos os seres humanos estão contaminados com nanobots programados para matar numa hora específica. Sobreviverão os escolhidos do governo que permanecem num bunker à espera do dia fatídico. John, a personagem principal, teve oportunidade de salvar atempadamente toda a família, mas desespera agora numa fila de trânsito enquanto tenta escapar. Em Goodnight Moon de Annie Bellet conhecemos a perspectiva de uma expedição lunar que, devido à posição especial privilegiada, se apercebe primeiro do que os terrenos, da proximidade de um corpo que irá destruir ambos, Terra e Lua.

Outro dos excelentes contos desta antologia é Dancing with death in the land of nod de Will McIntosh. Neste conto a origem do apocalipse é uma estranha doença que deixa os seres humanos conscientes mas imóveis. A morte chega como causa da inactividade – desidratação ou desnutrição. Enquanto a doença se espalha, várias cidades americanas vão sendo isoladas, sendo a quantidade de médicos disponíveis insuficiente para cuidar dos pacientes. Numa pequena vila um jovem acompanha o sonho do pai senil em ter um drive-in, e é do ponto de vista deste jovem que vamos conhecer a doença, bem como a resposta insana aos acontecimentos.

Houses without air de Megan Arkenberg é um conto de ideia original mas cujo desenvolvimento peculiar pouco acrescenta ao título. Na realidade, é um conto mais interessante pela forma como é contado (com uma analogia à história da menina dos fósforos) do que pelos acontecimentos. Já The Fifht Day of Deer Camp de Sctott Sigler é uma história irónica que se centra num grupo de homens (tão amigos que se consideram família) que todos os anos aluga um pavilhão de caça, acabando por dar mais uso às cartas que às armas. Não contam é com a aterragem de uma nave alienígena que inicia uma guerra contra os seres humanos.

Um pensamento sobre “The end is Nigh – Vários autores (parte 2)

  1. Pingback: The end is nigh – Vários autores (parte 3) | Rascunhos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s