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Os dois primeiros volumes são resultado directo de assistir ao evento mensal Recordar os Esquecidos. O primeiro, O Cancioneiro policial da menina Alzira de Luís de Sousa Costa foi referido numa das primeiras sessões do evento, cativando-me pela prosa concisa que, consegue, em meia dúzia de palavras, transmitir tudo o que o leitor necessita para criar ambiente e personalidade. Eis um exemplo (que também foi lido na sessão):

Pôs a fatia de pão no café. Retirou-a amolecida. Tinha manteiga. O café engordurara. Mastigou devagar. Disse: «Não almoço». A sogra pensou: «Tem caso». A mulher confirmava: «Espécie». Ele acrescentou: «Não janto». Arrancara o dia do calendário. Saiu.

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O segundo, À mesa com Kafka, foi referido na sessão de Agosto por João Morales. Pareceu um livro curioso. O autor, Mark Crick criou pequenas histórias em torno de receitas, recriando o estilo de vários autores. Temos assim Coq au vin à la Gabriel Garcia Marquez, Solha a la Dieppoise à la Jorge Luis Borges ou Passarinhas desossadas e recheadas à la Marquês de Sade.

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Estes dois são recente resultado da promoção Leya com desconto de 5€ em cada livro. Sendo dois que já estavam na minha lista de desejos há algum tempo, corri à FNAC e aproveitei a promoção. Conheci ambas as autoras a partir das publicações da Prado, O Caso do Cadáver Esquisito e Microenciclopédia, micro-organismos, microcoisas, nanocenas e seus amigos de A a Z. Da Patrícia Portela já li algumas coisas de autoria isolada. De Joana Bértholo ainda não tive oportunidade.

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Os dois últimos são dos mais recentes lançamentos nacionais, Flores de Afonso Cruz e J de Howard Jacobson. O de Afonso Cruz parece distanciar-se do estilo dos livros que mais gosto do autor (em mosaico como os da Enciclopédia) mas decidi, mesmo assim, dar-lhe uma oportunidade.

Quanto a J é o mais recente lançamento nacional de ficção especulativa:

Passado num lugar onde a memória coletiva desapareceu e o passado é um território perigoso, que não deve ser visitado e de que não se deve falar, J é uma história de amor estranha e inventiva, terna e aterradora.Kevern não sabe por que razão o seu pai levava dois dedos aos lábios sempre que dizia uma palavra começada por jota. Não era o tempo nem o lugar certos, e continuam a não ser, para se fazer perguntas. Ailinn também cresceu sem saber quem era ou de onde vinha. Quando se conhecem, Kevern sente-se imediatamente atraído por ela e, apesar de desconfiados por natureza, aquilo que os une é de tal forma poderoso que parecem ter sido feitos um para ou outro.Juntos, formam um refúgio contra a brutalidade corriqueira deixada por uma catástrofe histórica envolta em desconfiança e negação, conhecida simplesmente como AQUILO QUE ACONTECEU, SE É QUE ACONTECEU. À medida que as ações do casal os vão aproximando cada vez mais do perigo, há uma força desconhecida que os quer manter juntos, custe o que custar. Mas a história de amor que os une pode ter consequências devastadoras para a espécie humana.

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