Interzone – 271

Este deve ter sido dos primeiros números da Interzone que tive a oportunidade de ler. Com uma boa secção de ficção, não dispensa o espaço para as críticas, seja a livros, seja a filmes. Ainda que tenha bons contos e seja um número bastante aconselhável, continuo a achar que a Lightspeed Magazine tem maior capacidade de me entreter.

No primeiro conto, The rocket farmer de Julie C. Day, conhecemos uma família fascinada com foguetões ao longo de várias gerações. Não é, assim, de estranhar, que a adolescente se sinta também tentada a construir estas máquinas, ainda que não sinta apoio por parte dos pais.

Segue-se Gods in the blood (of those who rise) de Tim Casson, um dos meus contos preferidos do conjunto, acompanhamos um professor de necessidades especiais que se começa a aperceber que alguns dos seus alunos são bastante mais inteligentes do que poderia pensar. E todos possuem características físicas que os distinguem. De final arrepiante, é uma boa história que cruza o passado e o futuro da espécie.

Em If your powers fail you in a city under tin de Michael Reid um rapaz vê-se assombrado  pela forma como os seus poderes se comportaram no passado, e Chubba Luna de Eliot Fintushel é um conto pouco palpável e futurista que cruza vários elementos tecnológicos sem que a história chegue propriamente a algum lado.

Por sua vez, When I close my eyes de Chris Barnham centra-se numa expedição terrestre em que um homem vê, a par com o fantasma da mulher, os elementos de uma raça alienígena e em Cryptic Female Choice de Andy Dudak as mulheres possuem capacidade de engravidar apenas se assim o pretenderem, e de escolherem os genes de cada homem que pretendem cruzar com os seus, originando crianças com características de diversas pessoas. Claro que esta capacidade dá origem a  revolta por parte de alguns conservadores, que utilizam até o homicídio para forçarem o seu ponto de vista.

Aqui chegamos à parte da crítica a vários livros e filmes, sendo que me ficaram na memória Orbital Cloud de Taiyo Fuji, ficção científica japonesa, e Ex Libris, Stories of Librarians, Libraries & Lore que me parece ser mesmo o meu género (histórias sobre bibliotecas e livros).

Um pensamento sobre “Interzone – 271

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