Southern Bastards – Vol.3 – Jason Aaron e Jason Lator

O primeiro volume centrou-se em Tubb, um homem de idade já avançada que regressa à terra natal para fechar alguns assuntos de família e que acaba por se envolver, mais do que devia, nos assuntos locais. O segundo volume mostra como o Treinador Euless Boss chegou ao papel temerário que desempenha, não só como responsável pela equipa local de Futebol Americano, mas como controlador da máfia local.

Este terceiro desenvolve pouco a narrativa principal, mas confere uma maior complexidade à história, mostrando como o Treinador foi criando, ao longo de vários anos, vários inimigos, pessoas que mantém sob controlo frágil graças aos seus métodos duvidosos para instigar medo.

O clima de tensão adensa-se. A arma secreta do Treinador, um homem negro, cego que conhece Futebol Americano como ninguém, toma conhecimento das circunstâncias da morte de Tubb e suicida-se. Sem capacidades suficientes para treinar a equipa, pressionado pelos poucos que têm mais poder do que ele, o Treinador corre risco de deitar tudo a perder.

Não é, apenas, por causa do Futebol Americano que o papel do Treinador está em risco. Com o escalar da violência, e o eminente descontrolo, a população está descontente e mostra sinais de que não ficará, durante muito mais tempo, no papel submisso que lhes tem calhado. A instabilidade é palpável!

Apresentando a violência característica do interior americano onde a violência vinga pela mão de pequenas máfias que assumem um papel semi-protector com o objectivo de controlar e calar os locais, Southern Bastards ganha, a cada volume, novas camadas de complexidade. Assim se mostra que o estabelecimento e manutenção deste controlo é frágil e que deve ser gerido com cuidado, pois todos possuem armas e, caso se sintam demasiado apertados, poderão utilizá-las, mesmo sabendo as consequências possíveis.

Ainda que a paleta de cores da maioria dos episódios se resuma ao vermelho e creme, a qualidade dos desenhos a par com a composição compensa esta aparente simplicidade. Para além do aspecto gráfico há a destacar a narrativa que pode ser considerada, à primeira vista, também bastante simples. O desenvolvimento da história mostra que, tal como na  realidade, as interacções entre personagens e as interpretações conferem um maior grau de complexidade e interesse. Até agora Southern Bastards tem-se apresentado como uma excelente série de banda desenhada, carregada de episódios violentos, mas nem por isso simples ou linear.

A série Southern Bastards tem sido publicada em Portugal pela G Floy.

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