Assim foi: Lisboacon 2018

Lisboacon é um evento anual que decorre em Lisboa que tem como objectivo promover e divulgar jogos de tabuleiro. Este evento é de entrada livre e dispõe de um extenso espaço onde qualquer pessoa pode conhecer gratuitamente uma série de jogos de tabuleiro. Adicionalmente, pode ainda comprar jogos a um preço mais acessível do que é usual em várias lojas. Este ano o Lisboacon decorreu no pavilhão desportivo da escola José Gomes Ferreira, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica.

Ao chegar ao pavilhão deparamo-nos com uma série de mesas onde aguardam os mais clássicos jogos de tabuleiro, construídos em madeira e num formato maior do que é usual. Depois de passarmos um piso dedicado a RPG’s, e o salão onde decorrem os torneios (na qual estava uma mesa representando o Sci-Fi Lx – evento que irá decorrer no fim de semana de 14 e 15 de Julho) chegámos à componente principal do evento onde existiam dezenas de mesas e dezenas de jogos à disposição.

Como o nosso intuito era experimentar e comprar jogos novos, dirigimo-nos primeiro à loja para escolher potenciais aquisições e, daí, decidirmos que jogos experimentar. Não demorámos muito. Eu tinha visto algumas críticas positivas ao Legends of Andor e o meu companheiro estava de olho no Five Tribes (para além do Scythe, mas esse era a aquisição certa para o dia).

Começámos com o Legends of Andor – e para tal solicitámos a ajuda de uma das pessoas da organização (que, de realçar, estavam sempre prontos para ajudar, entusiasmados e disponíveis).

Percebi, mesmo antes de começarmos a jogar, que o estilo não me interessava – apesar de gostar da componente cooperativa (já cá temos em casa Ilha Proibida, Pandemic, Hanabi, e Floresta Misteriosa) as aventuras são demasiado pré-definidas, as lutas são decididas pelo resultado dos dados e a progressão é feita com base num narrador.

Para quem gosta do género, é um jogo cujas regras vão sendo apresentadas com o desenrolar das etapas, tornando-o de rápida aprendizagem, visualmente apelativo, com uma temática de fantasia medieval / épica e de jogadas rápidas.

Já o jogo seguinte despertou grande interesse e até já foi jogado cá em casa entretanto. Five tribes é um jogo estratégico com alguma variação de jogo para jogo, dá para jogar ao final de um dia de trabalho (com dois jogadores demora um pouco mais de 1h) e possui uma mecânica de movimento semelhante ao Mancala (algo que nos foi dito um conhecido e que rapidamente comprovámos).

O jogo permite o desenvolvimento de diferentes estratégias que podem resultar em pontuações finais semelhantes – mas apenas aquando da contagem dos pontos no final é que temos a certeza da nossa vantagem. Trata-se de um jogo com dinâmica diferente quando jogado a dois ou a quatro jogadores, pois a dois jogadores cada um joga duas vezes no mesmo turno e ao licitar a ordem de jogada pode tentar coordenar as suas duas jogadas.

O jogo que experimentámos de seguida também se tornou uma aquisição. Century recordou-me Splendor, com a aquisição de pedras ao invés de moedas para comprar cartas com pontos mais elevados. Mas no caso de Century as pedras a que temos direito são definidas pelas cartas que vamos conseguindo ao longo do jogo (deck building / card trashing). Ainda não o jogámos a dois, mas a quatro é um jogo bastante interessante.

Aquando da aquisição percebemos que existem duas versões do jogo: uma mais clássica, que foi a que jogámos, com desenhos que aludem às caravanas de especiarias; e uma segunda, mais colorida de temática fantástica, com golems e pedras preciosas. Indecisa entre as duas versões, optei pela do Golem.

Dado gostar de jogos de estratégia escolhi, ainda, o Concordia para experimentar em casa – o jogo encontra-se no lugar 21 do top de jogos de estratégia e tem o Império Romano como tema.

Resultado: 4 novas aquisições num Sábado bem passado com amigos, destacando-se o bom ambiente do evento, a disponibilidade dos jogadores em interagir com os participantes e a quantidade de jogos para empréstimo!

Claro que um evento deste tamanho não passa sem pontos negativos. A entrada para o evento fazia-se na porta voltada para a estação de benfica, sendo que as coordenadas da escola nos dirigem para a porta oposta, que a pé se traduz numa longa rampa inclinada. As indicaçoes para a porta correcta surgiram demasiado em cima do evento e nem todos os participantes as viram. Faltou, também, um bar de apoio (existem algumas restaurantes e centros comerciais, mas para quem se deslocou a pé a distância era excessiva).

Este será, definitivamente, um evento a voltar nos próximos anos … se a carteira aguentar com o estrago!

 

2 pensamentos sobre “Assim foi: Lisboacon 2018

  1. Pingback: Jogos aos Sábados – Panic Lab | Rascunhos

  2. Pingback: Jogos aos Sábados – Sagrada – Adrian Adamescu, Daryl Andrews e Peter Wocken | Rascunhos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.