129 –  A Bride’s Story – Vol. 5 – Kaoru Mori – A viagem interrompe-se durante mais tempo do que o esperado – não só porque existe sempre mais trabalho para um médico, mas porque decidem experienciar o casamento. Este volume foca-se não só na negociação do dote, como naquilo que é esperado dos noivos e da sua família, acolhendo qualquer pessoa que passe nas redondezas. É um volume engraçado, com detalhes fascinantes, ainda que a abordagem sobre os casamentos seja talvez um pouco naive;

130 – O Jardim, Paris – Gaelle Geniller – Um volume belíssimo que nos apresenta Rose, um jovem rapaz que cresceu no cabaret denominado Jardim. Fascinado como a beleza das flores do jardim (que dá nome ao cabaret) Rose sonha em ocupar o palco e é exactamente com a sua estreia que se inicia a história, mostrando como optem sucesso e fãs. Claro que existirão algumas resistências morais, mas ainda assim, a história prossegue de forma mais amena do que esperado, apresentando uma perspectiva mais construtiva com pouco confronto;

131 – Restaurant to another world – Vol. 1 – Junpei Inuzuka e Takaaki Kugatsu – Um restaurante do mundo humano abre, todas as semanas, num único dia, portas para várias realidades, recebendo assim clientes de vários outros mundos. A história vai-se focando nas diferentes pessoas que passam a porta, algumas propositadamente, outras sem saberem o que as espera. Todas passam por uma experiência singular e surpreendente, havendo momentos que se tornam decisivos para a vida de alguns. Os episódios são rodeados de um bom humor, leve, e agradável, resultando numa leitura aconchegante;

132 – Service Model – Adrian Tchaikosvky – Acho que não estarei a arriscar muito em dizer que este livro estará entre as melhores leituras do ano. A história apresenta-nos um futuro incerto onde tudo na vida dos humanos foi automatizado, existindo robots para praticamente todas as funções possíveis. É assim que conhecemos Charles, um criado pessoal que, um dia, corta o pescoço ao seu humano. A narrativa é simultaneamente hilariante e inteligente, descrevendo uma realidade onde o caos tomou conta da humanidade, e onde os escassos humanos parecem ter regressado à idade da pedra. Charles, capaz de analisar o que o rodeia, chega à conclusão que os processos lhe parecem muito pouco optimizados, e procura um novo dono – se o robot que lava a cozinha pode partir alguns pratos antes de ser descontinuada, decerto ele pode cometer mais uns quantos erros antes de ser considerado inválido.