29 – O outro lado de Z – Nuno Duarte e Mosi – Nuno Duarte volta à banda desenhada com traço de uma nova autora nacional, Mosi, numa história fantástica onde a monotomia do real é quebrada, e as personagens (trabalhadores de call center) que levam vidas cinzentas, são empurradas para melhores existências ;

30 – Isola – Vol.1 – Brenden Fletcher, Karl Kerschl, Masassyk – Visualmente interessante, este primeiro volume denota alguns elementos narrativos que precisavam de ter sido melhor polidos. Existe, desde a primeira página, um sentido de urgência que, sem elementos suficientes, torna difícil ao leitor sentir-se cativado pela história. Percebemos apenas que a rainha foi transformada num tigre e que uma soldado tenta protegê-la e encontrar quem reverta a transformação;

31 – A cidade que não existia – Pierre Christin, Enki Bilal – A história começa como um usual confronto de classes numa cidade à beira do colapso. O homem rico que comandava a cidade morre no meio de uma série de greves laborais – os trabalhadores, contagiados pelo espírito político, pretendem ganhar mão no seu próprio destino e uma percela na fábrica em que trabalham, compreendendo que não existem, ali, outras formas de subsistirem;

32 – Filhos do Rato – Luís Zhang e Fábio Veras – A par com a guerra os soldados descrevem outros cenários nojentos e horríveis, talvez como forma de se afastarem dos horrores que vivem diariamente numa guerra particularmente violenta do ponto de vista psicológico. As facções políticas oscilam, bem como os lados das batalhas e o resultado é brutal.