Geek life

A noite começa com a actualização do firmware da lâmpada da sala. É que as lâmpadas, que têm colunas incorporadas, controlam-se pelo telemóvel. E não são só as lâmpadas – a televisão ou o ar condicionado também! Apesar de terem comandos próprios. O problema é quando se perde o telemóvel e já não se consegue ligar as luzes da sala.

Ao jantar converte-se a história do homem aranha numa fairytale em que o duende verde não é tão mau quanto o vermelho (casa de sportinguista é assim)  e os pêssegos são descascados da mesma forma que se aprendeu numa banda desenhada do Wolverine.

May the force be with you ou Keep calm and bazinga são frases rotineiras, existem pequenos robots controláveis por som e nas prateleiras escondem-se livros, sabres de luz e jogos de tabuleiro, enquanto passa um filme de ficção científica na televisão.

Jogos aos Sábados – Azul – Michael Kiesling

Jogos aos Sábados é a nova rubrica que espero poder lançar em Sábados alternados. A rubrica poderá ser sobre tipos de jogos, jogos específicos ou eventos relacionados com jogos. Alguns são destinados a adultos pela sua complexidade ou tema, outros conseguem ser adaptados para ter vários graus de complexidade e, portanto, acessíveis a uma grande variedade de idades. Há jogos para todos os gostos e que exercitam o cérebro de várias formas diferentes – jogos de memória, jogos de estratégia ou jogos que necessitam de pensamento original e associação de ideas. A cada um corresponde uma dinâmica diferente a que o jogador tem de habituar e em torno dessa dinâmica, estruturar uma estatégia.

Azul não é um jogo português mas o visual está associado aos  azulejos do Palácio Real de Évora, mandado construir por D. Manuel I depois de ter visto painéis de azulejo mouros no Palácio de Alhandra (ou assim explicam no jogo dado que ao pesquisar encontrei o uso de azulejos por ordem de D. Manuel I mas não neste palácio, apesar das óbvias influências mouricas – alguém que lá vá, há-de tentar ver os azulejos).

O objectivo deste jogo é simples – construir um painel de azulejos com os vários padrões disponíveis. A forma como se pontua e como se coloca cada azulejo é o que confere a complexidade e a necessidade de uma estratégia – pois é, aqui está um jogo que parece mais fácil estratégicamente do que é.

Não me vou debruçar sobre as regras – estas encontram-se disponíveis gratuitamente e são de fácil compreensão ( podem consultar no Boardgamegeek). Nesta componente apenas indico que adoptámos uma variante à decisão de qual o primeiro jogador na primeira ronda – segundo as regras deveria ser aquele que tenha visitado Portugal há menos tempo, mas dado estarmos em Portugal temos utilizado as opções “Quem foi o último a vistar Évora” ou “O  último a ter saído de Portugal”.

O jogo é diferente jogado a dois ou a quatro jogadores (ainda não experimentámos a três). Quando jogado a dois é possível prever as jogadas do adversário e obrigá-lo a “comer” pontos negativos. A quatro jogadores as variáveis já são tantas que a imprevisibilidade obriga a criar estratégias de curto prazo.

O jogo a dois flui em cerca de 20 minutos, mas a quatro não se alonga muito mais. Se a dois requer uma adaptação de estratégia ao adversário, a quatro quase que é um jogo solitário, com cada jogador absorto apenas no seu tabuleiro e nas peças disponíveis aquando da sua jogada. O jogo está indicado para maiores de 8 mas parece-me que, por ser um jogo abstracto, poderá não ser o mais divertido para os mais novos.

Esteticamente agradável e com peças de boa qualidade, é, neste momento, um dos mais jogados cá em casa, a dois, por cruzar os seguintes elementos: pouco tempo de preparação, tempo de jogo reduzido e, mesmo assim, possibilitar a utilização de uma estratégia definida no decorrer do jogo.

 

Novidade: Homem-Aranha Vol.2 Série II – Vive e deixa morrer

Chegou hoje às bancas o segundo volume da segunda série Homem-Aranha! Como já é habitual deixo-vos a sinopse, bem como um resumo de conteúdos e algumas fabulosas páginas:

A GRANDE MISSÃO DO CHACAL: O NOVO DEUS TODO PODEROSO. Na tentativa de encontrar Jerry Saltares, colaborador das Indústrias Parker que desapareceu após lhe ter sido administrado um tratamento médico inovador da New U Technologies, Peter descobre que, na verdade, aquela empresa é gerida secretamente pelo Chacal. A New U não passa de uma organização de fachada para esconder tecnologia de ponta associada à clonagem humana. O “poder” do Chacal trouxe de volta vários amigos do Homem-Aranha, mas também alguns dos seus inimigos mais perigosos… Resta saber qual será o verdadeiro objetivo do vilão (e quem se esconde atrás daquela máscara do deus Anúbis). Enquanto isso, Kaine, o primeiro clone do próprio Peter Parker, fez uma descoberta ainda mais aterradora – seja lá o que for que o Chacal tenha estado a fazer, isso já aconteceu noutras Terras por todo o Multiverso… e em todos esses mundos as pessoas que receberam o tratamento da New U transformaram-se em criaturas infecciosas designadas por Carniças, ou seja, zombies. Kaine e a Gwen Stacy da Terra-65 delinearam um plano para deter o Chacal, mas nem tudo corre como previsto. Este cenário sombrio complica-se ainda mais quando o Doutor Octopus decide agir por conta própria.

Conteúdo:

  • Amazing Spider-man (2015) #21-22 – Dan Slott, Christos Gage, Giuseppe Camuncoli, Cam Smith, Roberto Poggi e Jason Jeith;
  • The Clone conspiracy (2016) #3-4 – Dan Slott, Jum Cheung, John Dell, Cory Smith e Justion Ponsor;
  • Prowler (2016) #2-3 – Sean Ryan, Jamal Campbell e Javier Saltares