Jogos aos Sábados – Azul – Michael Kiesling

Jogos aos Sábados é a nova rubrica que espero poder lançar em Sábados alternados. A rubrica poderá ser sobre tipos de jogos, jogos específicos ou eventos relacionados com jogos. Alguns são destinados a adultos pela sua complexidade ou tema, outros conseguem ser adaptados para ter vários graus de complexidade e, portanto, acessíveis a uma grande variedade de idades. Há jogos para todos os gostos e que exercitam o cérebro de várias formas diferentes – jogos de memória, jogos de estratégia ou jogos que necessitam de pensamento original e associação de ideas. A cada um corresponde uma dinâmica diferente a que o jogador tem de habituar e em torno dessa dinâmica, estruturar uma estatégia.

Azul não é um jogo português mas o visual está associado aos  azulejos do Palácio Real de Évora, mandado construir por D. Manuel I depois de ter visto painéis de azulejo mouros no Palácio de Alhandra (ou assim explicam no jogo dado que ao pesquisar encontrei o uso de azulejos por ordem de D. Manuel I mas não neste palácio, apesar das óbvias influências mouricas – alguém que lá vá, há-de tentar ver os azulejos).

O objectivo deste jogo é simples – construir um painel de azulejos com os vários padrões disponíveis. A forma como se pontua e como se coloca cada azulejo é o que confere a complexidade e a necessidade de uma estratégia – pois é, aqui está um jogo que parece mais fácil estratégicamente do que é.

Não me vou debruçar sobre as regras – estas encontram-se disponíveis gratuitamente e são de fácil compreensão ( podem consultar no Boardgamegeek). Nesta componente apenas indico que adoptámos uma variante à decisão de qual o primeiro jogador na primeira ronda – segundo as regras deveria ser aquele que tenha visitado Portugal há menos tempo, mas dado estarmos em Portugal temos utilizado as opções “Quem foi o último a vistar Évora” ou “O  último a ter saído de Portugal”.

O jogo é diferente jogado a dois ou a quatro jogadores (ainda não experimentámos a três). Quando jogado a dois é possível prever as jogadas do adversário e obrigá-lo a “comer” pontos negativos. A quatro jogadores as variáveis já são tantas que a imprevisibilidade obriga a criar estratégias de curto prazo.

O jogo a dois flui em cerca de 20 minutos, mas a quatro não se alonga muito mais. Se a dois requer uma adaptação de estratégia ao adversário, a quatro quase que é um jogo solitário, com cada jogador absorto apenas no seu tabuleiro e nas peças disponíveis aquando da sua jogada. O jogo está indicado para maiores de 8 mas parece-me que, por ser um jogo abstracto, poderá não ser o mais divertido para os mais novos.

Esteticamente agradável e com peças de boa qualidade, é, neste momento, um dos mais jogados cá em casa, a dois, por cruzar os seguintes elementos: pouco tempo de preparação, tempo de jogo reduzido e, mesmo assim, possibilitar a utilização de uma estratégia definida no decorrer do jogo.

 

8 pensamentos sobre “Jogos aos Sábados – Azul – Michael Kiesling

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