The Ill Made Mute

A história começa com um acidente, que deixa a vítima muda, ferida e amnésica. Descoberto por uma velha criada, é posto a trabalhar assim que recupera, passando fome e sendo acusado de todas as desgraças sem que tenha oportunidade de se defender.
A torre onde se encontra está rodeada por uma floresta sobrenatural povoada por seres mágicos, imortais e preversos que não distinguem o bem do mal. Como fuga, apenas pode ser considerada a via aérea, pela qual escapa aproveitando um enorme evento que a todos ocupa. Assim parte, em busca de uma cara, um nome e um passado.

O livro centra-se numa única personagem e embora isto costume tornar a história demasiado linear e maçuda, este caso é uma excepção. Apesar de ter sido escrito por uma jovem, Cecilia Dart-Thornton consegue ter um tom diferente, com um vocabulário para além do banal, mas sem por isso se tornar complexo. A acção é constante e os episódios sucedem-se sem se debruçar eternamente em cada um (coisa que muito me irritou nos livros do Raymond E. Feist).
O clima é o típico fantástico medieval misturado com o sobrenatural mítico, embora com alguns momentos originais.

Não é, como se deve calcular, uma obra prima. No entanto proporciona uma leitura agradável que consegue ter o seu lugar no meio da parafernália fantástica. Veremos como será o segundo volume.

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