O Futuro da Nossa Espécie

Todos se questionam quanto ao futuro da espécie humana. Fala-se de novas tecnologias, maior tempo de vida, maior comodidade, maravilhas inagualáveis. Mas, e dos espécimes em si? Disso, e não só, fala o novo livro de  Lee M. Silver, Challenging Nature

Discussing future human evolution, he notes that mathematical prodegies have fewer children than janitors, the first leg od R.A. Fisher’s glomy inference that because the rich and clever have fewer children than the poor, intelligence must inevitably decrease.

Embora eu não acredite que os mais ricos são necessariamente os mais inteligentes, mas normalmente aqueles com maior possibilidade em continuarem os estudos, a verdade é que as pessoas com ensino superior, são as que menor número de filhos têm.

Dá que pensar…

6 comments

  1. As pessoas que obedecem à combinação posses + inteligência terão tendência a ter menos filhos?
    Só me ocorre perguntar porque é que as pessoas com mais estudos ou mesmo com “mais inteligência”, regra geral, têm menos filhos. Pergunto isto apenas porque não compreendo.. para mim não faz sentido..
    Se foi a isto que o desenvolvimento nos trouxe, resta-me lamentar que assim seja..
    (Sei que este é um comment fraco, mas não estou a conseguir expressar bem a questão que queria deixar aqui)

    Tommy Malone/Franks

  2. Bem, isso foi questão este mes na Science.
    Basicamente, as pessoas para prosseguirem os estudos não têm filhos tão cedo. No meio académico as pessoas casam tarde e têm filhos ainda mais tarde, normalmente a partir dos 27 anos. Muitas vezes não é so a questão dos estudos, mas também o conseguir emprego e ter uma vida estável.
    Tens também outra questão, normalmente as pessoas querem dar possibilidade aos seus filhos de estudar e um nível de vida mais elevado. Tal é difícil se tiverem mais do que 1 ou dois descendentes.
    Estas são duas importantes questões no mundo ocidental de hoje.
    Por outro lado, existem os contraceptivos que normalmente permitem às pessoas terem apenas o número de filhos que querem.
    Na Science falavam ainda na questão de que as pessoas no auge da fertilidade serem geralmente as que estão no desenvolvimento das suas carreiras e que passam a maior parte do tempo a trabalhar sem terem disponibilidade para os filhos.

  3. O problema, do meu ponto de vista, é da sociedade ocidental em geral. A vida está cada vez mais complicada e não há uma mentalidade natalista. Por mim mudava-se isso, mas não depende de mim.. 😦

  4. A solução supostamente passaria por uma reforma social…. não serve de muito ter filhos e não poder cuidar deles… ou ter muitos filhos e não lhes poder dar condições decentes…

  5. É inevitável. O planeta já está super-povoado tal como está. se analizarmos o problema num âmbito mais alargado podemos sempre antever uma série de indícios que justifiquem este “processo”

    1. Equilíbrio; para que um grupo de pessoas vivam com um nível de vida dado a lúxurias supérfluas (e aqui refiro-me ao cidadão médio de qualquer pais de primeiro mundo), um número muito maior de pessoas têm que viver na miséria. Não pode haver abundância de recursos para todos, em particular cada um de nós (habitantes de país desenvolvido, independentemente do que digam) consome muito mais do que produz. Impossível se não considerarmos expropiação de recursos abusiva, sistemas de aquisição desses recursos parcialista (com grande vantagem do mundo desenvolvido e agravamento dos padrões de nível de vida do resto), sistemas de trabalho esclavagistas (ou quase) nesses países explorados, etc.

    Mais, uma análise que não precisa de ser muito aprofundada na alteração dos padrões da sociedade que o fortalecimento da classe média e do consumismo torna evindente o factor de

    2. Necessidade; Para um agregado familiar com carências, ter filhos torna-se inevitável. Primeiro porque o nível de natalidade é função directa do grau de educação das pessoas, facilidade de acesso a meios contraceptivos, informação, etc. Segundo, ter um filho, infelizmente, em meios atrasados, pode ser considerado uma fonte de rendimentos, se considerarmos que em paises menos afortunados, uma criança é já considerada uma força de trabalho.

    Do nosso lado considere-se também a

    3. Fortuna; de que beneficia o cidadão médio de uma sociedade desenvolvida de não sofrer a influência do mencionado no ponto 2.

    Por fim, há que considerar também a força mais potente, eficaz e constante na definição de toda e qualquer vida humana, nomeadamente o

    3. Comodismo; Filhos dá trabalho, e não temos realmente necessidade de os ter, salvo por capricho nosso. Além disso, com tanta coisa interessante para fazer, desde ler a ver televisão, participar em actividades de lazer diversas, convem não esquecer que o sexo deixa de ser o única actividade de ocupação de tempos livres disponível.

  6. Sim – isso tudo explica a baixa taixa de natalidade dos níveis mais elevados :).
    O que achei interessante nesta notícia foi o pensamento de que o ser humano vai ficar cada vez mais medíocre; e ao contrário do que é de supor, quem vai ter mais filhos não são os indivíduos com maior capacidade (ou sucesso) como previsto na teoria da selecção de Darwin… muito pelo contrário…

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