The Boys Vol.1 e 2 – Garth Ennis e Darick Robertson

Depois de ler Preacher, de Garth Ennis, soube da existência de uma outra série do autor, The Boys, com uma excelente qualidade gráfica, e com um resumo interessante:

The series is set in a contemporary world very much similar to the real one, with one notable exception: a number of people have some form of superpower. The series follows a superpowered CIA squad, known informally as “The Boys”, whose job it is to keep watch on superheroes and, if necessary, intimidate or kill them.

Ainda que segundo Garth Ennis, a série The Boys iria “out-Preacher Preacher“, notam-se várias diferenças fulcrais: em The Preacher exploravam-se várias personagens laterais cómicas, estereótipos, desde o texano burro ao polícia de província, amante de armas que tenta impor a sua própria moralidade. Em The Boys, as personagens laterais são poucas (pelo menos até ao segundo volume, que foi o que li) e os episódios cómicos ainda mais raros. Estas discrepâncias fazem-me considerar que The Boys não será melhor que Preacher, antes, diferente.

Tal como The Preacher, The Boys caracteriza-se pela extrema violência e sexualidade expostas, um modo de mostrar o lado negro do nosso mundo e de fazer uma inteligente crítica social. No caso de The Boys, mostra-se um mundo paralelo ao nosso, onde algumas pessoas possuem capacidades fabulosas. Se alguém tivesse os meios do super-homem, será que se tornaria o salvador do mundo, ou acabaria por se corromper perante a riqueza e poder a que tem acesso, desvalorizando os restantes seres humanos?

Este é o tema principal de The Boys, em cuja universo os seres humanos dotados de poderes sobrenaturais acabam por se tornar num grupo de vicioso e corrupto, patrocinado por interesses económicos em torno de todos os produtos de marketing que advém, à semelhança do que acontece hoje em dia com algumas personagens públicas: Heróis nos jornais e comics, vilões na vida real.

The Boys constitui um grupo de seres humanos tão poderosos quanto os Heróis que, associados à CIA, têm como objectivo controlar e expor as personagens de capa que saem incólumes de diversos crimes. Quem comanda o grupo é Butcher, um homem forte e duro que não olha a meios para atingir os fins, tentando no entanto sempre contornar os inocentes que são apanhados no caminho. Hughie é o mais recente membro, um jovem que viu a sua amada morrer esmagada por um Herói, sem que este tenha, pelo menos, olhado duas vezes para trás (ver imagem abaixo).

Para além destas duas personagens responsáveis pelos cenários principais, o grupo possui mais três membros, Mother’s Milk (metódico, é responsável por controlar os excessos de Butcher), Frenchman (um francês violento que encontra nas missões do grupo uma escapatória para os seus ímpetos) e Female (uma rapariga japonesa e muda com tendências asssassinas).

Vou no segundo volume da série e já a posso considerar como excelente. Não é, no entanto, para todos os gostos, quer pela sua brutalidade, quer pelas ideias que são expostas nos diálogos.

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