The Stars My Destination – Alfred Bester

05 stars

Também conhecido por Tiger! Tiger!, Hell’s My Destination ou The Burning Spear, The Stars My Destination de Alfred Bester é um clássico de ficção científica. Publicado em 1956 como uma série de quatro partes na Galaxy magazine, foi novamente integrado na colecção SF Masterworks da Gollancz, apresentando uma capa com o visual mais recente da colecção.

01 stars

Num futuro decadente e pouco esperançoso, onde se pensa que não poderão existir descobertas revolucionárias, alguém se teletransporta sem recorrer a tecnologia exterior. Assim se descobre esta capacidade do cérebro humano e quase todos os seres humanos aprendem a fazê-lo. Alguns podem teletransportar-se apenas a curtas distâncias, outros quase podem atravessar o planeta – nenhum consegue teletransportar-se para fora do planeta.

02 stars

Gully Foyle é a personagem principal, um homem bruto e sem educação que se vê  encurralado numa nave espacial avariada. Depois de fazer de tudo para conseguir sobreviver sozinho uns dias, vê passar uma outra nave julgando poder ser salvo. Mas esta passa por ele e propositadamente o abandona. Jurando vingança, e contra todas as expectativas, consegue salvar-se, acabando num planeta com uma sociedade humana extremamente religiosa. Fundada por cientistas, nesta sociedade a ciência é religião e como tal, as orações são fórmulas químicas ou protocolos laboratoriais. As faces são extremamente tatuadas, e ao cair neste planeta, ainda inconsciente, a face de Gully será também alvo de uma transformação extrema.

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Novamente contra todas as probabilidades, Gully Foyle consegue fugir deste planeta e regressar à Terra, onde se descobre procurado por causa do paradeiro de uma nova arma que poderá revolucionar a guerra humana que é travada no momento.  Preso por saber de mais e não colaborar, Gully consegue fugir e ser alvo de uma operação que lhe irá retirar as tatuagens faciais que o tornam demasiado reconhecível. Mas mesmo assim estas o marcam – cada vez que se enfurece (e isto ocorre demasiadas vezes) aparecem as manchas onde outrora tivera a tinta.

06 stars

Irónico, sarcástico e brutal – a humanidade transpira podridão e Gully é um reflexo perfeito da sociedade que o criou, um ser humano que se revela especial, mas de uma falta de sensibilidade quase autista.  Com uma reviravolta final interessante, não o considero como um dos melhores livros do género, mas é sem dúvida uma leitura inteligente que capta a atenção do leitor, um livro completo e complexo que simultaneamente fascina e repele.

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