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Poucos mas bons! Eis o segundo volume de Vaporpunk, publicado pela Editora Draco (eis o comentário ao primeiro volume) que contem histórias de Fábio Fernandes (quem me ofereceu o livro), Luiz Bras, Jacques Barcia ou Romen Martins:

O steampunk invadiu o mundo. Literatura, roupas, gadgets, quadrinhos, filmes, festas, clubes de fãs, games e animações, não há nicho da cultura pop que escape da estética do vapor, que vem moldando toda uma geração de criadores e apreciadores. Inclusive no Brasil, cujo olhar sobre o gênero talvez seja um dos mais autênticos do mundo, deixando claro que a fuligem, o cavalheirismo e a aventura podem esconder sombras densas.

Após o sucesso de Vaporpunk – relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, a Editora Draco achou que ainda havia muita lenha para queimar e convocou uma nova formação de sua liga extraordinária de autores em Vaporpunk Novos documentos de uma pitoresca época steampunk. Tremam, biltres vilões!  Os organizadores Fábio Fernandes e Romeu Martins prepararam outra fornada de histórias fantásticas ao lado de Dana Guedes, Nikelen Witter, Luiz Bras, Sid Castro, Jacques Barcia e Cirilo S. Lemos.

Seja reimaginando o passado, voando por cidades estranhas ou manipulando dispositivos fantásticos, nove contos que exploram o gênero o farão entender porque o steampunk é tão amado, tão pitoresco e tão cheio de possibilidades.

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O segundo livro da Editora Draco é um dos volumes de Space Opera, que contem o conto Obliterati que o escritor Fábio Fernandes referiu na sessão de Outras Literaturas – Ficção Científica, bem como histórias de Gerson Lodi-Ribeiro, Octavio Aragão ou Carlos Orsi:

Desbravar o desconhecido e enfrentar perigosos inimigos em mundos exóticos, viajar entre as estrelas em aventuras eletrizantes, desvendar mistérios lutando contra as temíveis forças do mal.

Assim é a space opera, o mais famoso subgênero da ficção científica, celebrado no cinema, TV e literatura.Depois do sucesso da primeira antologia brasileira de ficção científica espacial, publicada pela Editora Draco em 2011, as peripécias de heróis e vilões intergalácticos não poderiam ficar restritas a um único volume. Dos mesmos organizadores do já famoso Space Opera – Odisseias Fantásticas Além da Fronteira Final, chega mais uma edição deste fantástico projeto.

Conheça a tripulação da nave: Carlos Orsi, Fábio Fernandes, Lidia Zuin, Roberto de Sousa Causo, Marcelo Augusto Galvão, Octavio Aragão e Tibor Moricz, grandes talentos da ficção especulativa nacional capitaneados pelos organizadores Hugo Vera e Larissa Caruso. O prefácio é do escritor Gerson Lodi-Ribeiro.

Acomodem-se em seus assentos. Afivelem seus cintos, configurem os painéis de controles e estejam a postos. Entraremos no hiperespaço em 3… 2… 1… ATIVAR!

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Ele está de volta possui uma capa minimalista mas bastante comunicativa – a sinopse pouco acrescenta à informação disponibilizada pelo escasso desenho em conjunção com o título, mas a primeira página revelou-se de texto escorregadio, e o livro acabou por se escapar da loja:

E se Hitler voltasse à Alemanha? E se os alemães o recebessem de braços abertos? E se…. Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Sente uma grande dor de cabeça. O uniforme tresanda a querosene. Olha à sua volta e não encontra Eva Braun. Nem uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus. Em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Começa assim o surpreendente primeiro romance de Timur Vermes, passado na Alemanha de Angela Merkel, 66 anos depois do fim da guerra. Hitler ganha nova vida. Na sociedade espetáculo, dos reality shows e do YouTube, o renascido Führer é visto como uma estrela, que uma televisão sequiosa de novidades acolhe de braços abertos. A Alemanha da crise, do Euro ameaçado, da austeridade, vê nele um palhaço inofensivo. Mas ele é real, assustadoramente real. E, passo a passo, maquiavelicamente, planeia o seu regresso ao poder – por via da televisão. Sátira ferocíssima a uma sociedade mediatizada, narrado num registo arrepiadoramente fiel ao Mein Kampf, tem tanto de romance político como de crítica de costumes. Afinal, a Alemanha de Merkel, dominadora, obcecada pelo poder e pelo sucesso, está pronta para o receber… e ele está de volta.