Assim foi: Recordar os Esquecidos – Janeiro de 2016

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Nesta primeira sessão do ano os convidados eram dois, António Mega Ferreira e Filomena Marona Beja, mas por conta de uma gripe, a sessão ficou apenas com a convidada. Sem problemas – a sessão decorreu mais calma e mais espaçada, com tempo para que o público apresentasse alguns dos seus próprios esquecidos.

obras-completas-i

Manuel Teixeira Gomes foi a primeira referência, com Agosto Azul (incluído nas Obras Completas). Viajante curioso, acabou por ir viver para a Argélia, descrevendo nos seus textos a passagem por Colónia com detalhes dos museus ou da música. Na obra em referência destacou-se um episódio bastante vívido, descrito por alguns como erótico, episódio onde se realça a beleza dos corpos.

a paleta e o mundo

Apesar de ter estudado letras (o que lhe permite expressar-se bem na escrita) Mário Dionísio seria, sobretudo, um pintor. A vontade de dizer o que era a arte e de desfazer ideias aceites sobre algumas obras, leva-o a escrever os vários volumes de A Paleta e o Mundo.

retalhes da vida de um medico

A formação médica denota-se no estilo preciso de Fernando Namora, um escritor que foi incluído no Neo-realismo, mas que escrevia sobretudo do que sabia – da vida de médico. Neste livro descreve episódios das povoações anteriores que estando sob a falsa ideia de que o campo seria saudável, estão na verdade na mão de curandeiros e bruxos que lhes pioram as doenças. O médico apenas era chamado quando não havia outra solução e deparava-se com situações em que, para além da doença original, o paciente estava intoxicado com o tratamento tradicional. Através desta exposição Fernando Namora estaria a propor, neste livro, um serviço nacional de saúde.

memórias de adriano

Primeira mulher da academia francesa, Marguerite Youcenar (Marguerite Cleenewerck de Crayencour) escreveu Memórias de Adriano que não é propriamente um livro histórico, apesar de conter uma espécie de memórias, falando da vida, das paixões e das suas viagens.

Após esta autora, abriu-se a conversa ao público, tendo sido relembrado João Palma-Ferreira, que era, para além de escritor, tradutor e crítico. Tendo trabalhado na Biblioteca Nacional terá aproveitado para destacar obras esquecidas, e terá divulgado obras de autores menos conhecidos em Portugal como Jorge Luís Borges, Cabrera Infante, Mario Vargas Llosa ou Gabriel García Marquez.

o amor

A última referência Filomena Marona Beja é Marguerite Duras com O Amor e Emily L. O primeiro será um livro intrigante e sem acção, com personagens pouco faladoras, deixando ficar a sensação no final de que, ou estão doidos (dementes, esquecidos) ou estarão a esconder propositadamente as suas memórias. A linguagem será fácil, mas de entendimento enigmático.

emily

Emily L. é bastante diferente, centrando-se no relacionamento de uma mulher escritora, realçando-se a postura masculina perante a sua ocupação.

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