Pride & Joy – Garth Ennis

pride and joy

Conheci a obra de Garth Ennis com The Preacher, uma série de premissa interessante, suficientemente original e simples para gerar, com uma boa mistura de personagens, uma história mirabolante, carregada de violência, mas onde o humor consegue tornar esta violência aceitável e bem enquadrada. Já em The Boys achei que a violência era exagerada e dessensibilizada ao ponto de perder importância e, embora tenha gostado dos dois primeiros volumes, não ficou o suficiente para continuar a leitura.

Tendo lido estas duas séries antes de Pride & Joy, não é de estranhar que o quotidiano calmo de interior de uma cidade dos Estados Unidos da América seja repentinamente abalado por episódios de violência. Devido ao contexto, a violência tem bastante mais impacto, apesar de ser mais escassa.

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A premissa que nos vai trazer os episódios violentos é um cliché recorrente – um homem vive calmamente com a família (neste caso a esposa faleceu com cancro) pensa que deixou o passado bem enterrado e esquecido. Claro que basta um telefonema para o recordar e perceber que vai ser perseguido por um criminoso conhecido pela brutalidade.

Receoso, retira as armas do esconderijo, pega nos filhos e foge. Não está sozinho. Dois antigos conhecidos fogem do mesmo assassino e resolvem juntar-se, com o pensamento de que poderão, desta forma, proteger-se melhor.

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Paralelamente, explora-se o relacionamento do homem com o filho mais velho, um rapaz quase na idade adulta mas que, sendo mais intelectual e estudioso, encontra poucos pontos em comum com o pai, mantendo um relacionamento distante e conflituoso, pois nenhum dos dois corresponde ao ideal perspectivado. Se o pai é inculto, o filho é demasiado sensível.

Apesar de ser a exploração deste relacionamento que distancia a história de um mar de clichés, não foi, para mim, suficiente para cativar. Com narrativa simples e desenvolvimento quase previsível Pride & Joy é, no entanto, uma história coesa que poderia tornar-se excelente se tivesse explorado mais do que o relacionamento entre as três gerações da família. Como o título indica, este terá sido o objectivo do livro, mas, novamente, não se tornou suficientemente interessante.

Um pensamento sobre “Pride & Joy – Garth Ennis

  1. Pingback: Apenas um peregrino – Garth Ennis e Carlos Ezquerra | Rascunhos

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