The Walking Dead – Vol.1 – Robert Kirkman e Tony Moore

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Sim, tenho passado ao lado da febre da série e vi, apenas, um ou dois episódios soltos em momentos que pouco ou nada tinha para fazer. Talvez comece a ver de uma assentada quando terminar – por enquanto peguei na banda desenhada e tive uma boa surpresa.

A maioria das histórias com zombies apresentam uma sucessão de episódios envolvendo os monstros com pedaços de carne entre os dentes, sem dar tempo para respirar. Não é o caso desta banda desenhada. Não me entendam mal – tem bastantes episódios na melhor tradição dos mortos-vivos mas dá, também, tempo para conhecermos as personagens, nem que seja por apresentar alguns detalhes que as tornam mais humanas, criam empatia com o leitor e, por isso, têm potencial para dar mais impacto a cada perda.

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A personagem principal é Rick, um polícia que, no seguimento de um tiroteio, está em coma num hospital. Quando acorda, o mundo que encontra não é o mesmo – no hospital onde está encontra alguns destes estranhos monstros, incapazes de comunicar que avançam insistentemente de forma assustadora.

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Numa série de episódios mirabolantes e num percurso carregado de coincidências pouco credíveis, Rick encontra a família num acampamento de sobreviventes que vai afastando os poucos mortos-vivos que por ali deambulam – por enquanto. Os encontros são cada vez mais perigosos, uma indicação de que algo mais grave pode acontecer a qualquer momento.

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Ao contrário de alguma ficção sobre zombies, The Walking Dead não explora apenas o monstro enquanto ser sobrenatural, mas a fronteira que se difunde quando o ser humano perde a matriz social que o suporta. Quão importante é a moralidade, quão importante são os princípios quando o mundo se desfez e a família está em risco? Se é fácil chacinar monstros sem consciência aparente, numa realidade sem sociedade onde as perdas se acumulam, quão fácil pode ser matar o outro ser humano, um ser consciente que não chega a ser um verdadeiro vilão?

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Ainda que este seja apenas o primeiro volume da série, a dinâmica entre as personagens e a forma inesperada como se resolveram alguns temas (apesar do início pouco credível em coincidências) levou-me já ao segundo volume e deverei continuar a série.

Em Portugal, a série The Walking Dead está a ser publicada pela Devir.

Um pensamento sobre “The Walking Dead – Vol.1 – Robert Kirkman e Tony Moore

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