Destaque: 4,3,2,1 – Paul Auster

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De uma forma muito simplificada, a mecânica quântica permite, do ponto de vista teórico que se formule a possibilidade de existirem várias realidades paralelas, que diferem entre si por pequenos eventos que podem ter originado grandes diferenças no desenvolvimento de cada um dos mundos. Esta premissa tem servido de base para diversos livros de ficção científica e fantástico, apresentando ora mundos em que as regras científicas divergem, ora mundos em que eventos importantes da história não ocorreram causando alterações visíveis nas sociedades.

Paul Auster parece ter adoptado com o seu livro mais recente, 4,3,2,1, uma ideia mais centrada numa única personagem que vive quatro possibilidades. O livro é lançado este mês também em Portugal, pelas Edições Asa:

O que nos motiva verdadeiramente? O que nos leva a optar por um caminho em detrimento de outro? De que futuros abdicamos pelo simples facto de termos apenas uma vida para viver? No dia 3 de março de 1947, na maternidade do hospital Beth Israel em Newark, New Jersey, nasce Archibald Isaac Ferguson, filho único de Rose e Stanley Ferguson. Uma só criança a quem são dados quatro caminhos ficcionais diferentes, quatro direções possíveis. Uma pessoa que se desdobra em quatro, para assim viver quatro vidas paralelas e absolutamente diferentes, mercê das circunstâncias, do acaso, e das escolhas. Os contrastes entre os quatro Fergusons são evidentes. As distintas relações com a família e as amizades, o amor romântico e as paixões intelectuais percorrem a tumultuosa paisagem da América, entretecendo-se com momentos cruciais da História do século xx. Em comum, o fascínio por uma mulher: a magnífica Amy Schneiderman. Todavia, cada uma das relações entre os quatro Fergusons e Amy é única. E nós, leitores, somos as testemunhas de cada momento de prazer, cada momento de dor, cada lento avançar rumo ao inevitável culminar das suas – de todas – as vidas. “4,3,2,1” é o primeiro romance que Paul Auster escreve em sete anos, e sem dúvida uma das suas obras mais complexas. Uma criação de um autor no auge do seu talento, um testemunho de paixão pelo realismo, pela História e a própria vida. Um tour de force absolutamente inesquecível.

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