The Autumnlands – Vol.2 – Kurt Busiek e Benjamin Dewey

Este segundo volume faz perder todo o glamour da aura fantástica do mundo apresentado no primeiro para ganhar a maior profundidade da ficção científica, com o cruzamento de seres de diferentes origens e diferentes universos, reviravolta que já se podia auspiciar de alguns detalhes anteriores, mas que aqui se concretiza de uma forma estrondosa, mas mantendo grandes mistérios que decerto serão explorados nos volumes seguintes.

Animais falantes e inteligentes em cidades suspensas pela magia – assim é o mundo que nos apresentaram no primeiro volume, em que a estabilidade hierárquica está ameaçada pela diminuição da magia ficando as cidades mais vulneráveis aos bárbaros que subsistem noutros terrenos pelo trabalho manual.

Por esse motivo os grandes mágicos reúnem-se e gastam os últimos recursos em trazer ao seu mundo um herói mítico que, esperam, possa repor a magia. O que aparece é um humano que, não sendo capaz de manipular a magia é perito em estratégia bélica e os leva a uma vitória duvidosa ao recorrer a armadilhas pouco éticas.

Depois da batalha, herói humano e jovem feiticeiro são arrastados pelo rio para as terras do inimigo, procurando, entre a floresta, uma forma de retomar ao seu território. No início do retorno o humano encontra um ser de aspecto humano, de tecnologia avançada, que o toma por alguém a cargo de um rival de profissão, dando-lhe comida e roupa, enquanto discursa sobre a rivalidade sem perceber que o humano não faz parte do seu mundo.

Mantendo o ritmo pausado e as dissertações mais longas entre fascículos, The Autumnlands surpreendeu pela forma como se transmutou de narrativa fantástica em narrativa de ficção científica, demonstrando que o mundo apresentado é, tal como as pistas anteriores indicavam, bastante mais complexo do que uma realidade baseada em magia.

Neste mundo vigiado por seres bastante poderosos, descritos pelos nativos como deuses, existem plataformas de divertimento com uma vasta literatura, que são abertas, não com um “abre-te sésamo”, mas com referências literárias do nosso mundo.

Com um visual rico, variado e detalhado, The Autumnlands promete transforma-se numa das melhores séries da Image que já tive oportunidade de ler – estou curiosa para perceber onde nos vão levar todas estas pistas literárias que se entre cruzam em mistérios cada vez mais profundos!

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