Novidade e Evento de lançamento: Dylan Dog – O Velho que Lê – Celoni, Sclavi e Stano

A G Floy anuncia nova colecção de banda desenhada com Dylan Dog! Dylan Dog é um detective sobrenatural cujas aventuras são publicadas em Itálida em publicações periódicas que se encontram em qualquer quiosque. Esta banda desenhada já deu origem a algumas adaptações cinematográficas, tendo sido recentemente publicados dois volumes pela Levoir nas colecções que lança em parceria com o jornal Público.

Depois do lançamento, que decorreu com presença do autor Fabio Celoni no Coimbra BD, sucede-se um segundo evento, agora em Lisboa, na Kingpin Books (Avenida Almirante Reis, 82-A), que irá ocorrer na próxima terça-feira, dia 12 de Março

Eis mais informação sobre este volume:

Criado por Tiziano Sclavi, DYLAN DOG é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores – e leitoras – em todo o mundo.

Detective privado especializado no sobrenatural e no paranormal, ex-agente da Scotland Yard e alcoólico recuperado, Dylan Dog é uma das mais fascinantes personagens da banda desenhada europeia e, juntamente com Tex, um dos maiores símbolos da qualidade das produções da editora italiana Bonelli. É também, de certa maneira, um anti-herói, cuja personalidade melancólica e reflexiva, cuja ocasional insegurança aliada à sua inteligência penetrante, souberam granjear a admiração e fidelidade de milhões de leitores – e leitoras, ou não fosse Dylan uma das personagens mais populares junto do público feminino – levando inclusive o grande Umberto Eco a declarar “Sou capaz de ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog durante dias e dias sem me aborrecer” (Umberto Eco que apareceria na série sob a forma do prof. Humbert Coe).

Dylan Dog surge pela primeira vez em 1986, na história L’Alba dei Morti Viventi (O Amanhecer dos Mortos Vivos), uma história de zombies onde o terror se misturava com o humor, e cedo se tornou uma personagem de culto, capaz de conquistar tanto as leitoras, com a sua aura romântica, como os intelectuais como Umberto Eco, até aos apreciadores dos filmes de terror, que não ficavam indiferentes ao lado por vezes gore da série. E a época de ouro do cinema de terror italiano, representado por nomes como Dário Argento, Mário e Lamberto Bava e Michele Soavi, é uma das grandes referências de Tiziano Sclavi, o criador da série. Confirmando as ligações de Dylan Dog e do seu criador com o cinema, o herói emprestou o nome ao Dylan Dog Horror Fest, um festival de cinema de terror, que teve quatro edições, entre 1987 e 1993, onde os desenhadores de Dylan Dog partilhavam o protagonismo com grandes nomes do cinema de terror, como Dario Argento, que recentemente escreveu uma aventura do Investigador do Pesadelo.

Foi precisamente nos anos 90 que Dylan Dog passou de série de culto para verdadeiro fenómeno de massas, aspecto a que não será estranha a grande qualidade dos seus principais desenhadores, como Angelo Stano, Fabio Celoni, Bruno Brindisi e Corrado Roi. O sucesso de Dylan Dog foi tal, que chegou mesmo a ultrapassar Tex como título mais vendido da casa Bonelli, com vendas superiores a meio milhão de exemplares da revista mensal, aos quais se acrescentavam outro meio milhão com as edições especiais e reedições, ao mesmo tempo que a personagem era adaptada a outros meios de comunicação, desde o cinema e jogos de computador, ao teatro radiofónico.

Em Portugal, e depois de um período em que chegava apenas em edições brasileiras distribuídas em bancas do nosso país, Dylan Dog estreou-se em 2017 na colecção Novela Gráfica da Levoir, com Mater Morbi, uma história de enorme impacto e sucesso em Itália, para no ano seguinte protagonizar o terceiro e décimo volumes da colecção que a Levoir dedicou aos fumetti da Bonelli. Finalmente, em 2019 Dylan Dog chega ao catálogo da G.Floy, abrindo a nova Colecção Aleph, dedicada a explorar outras latitudes do universo da BD. Uma estreia que se fará em dois tempos: primeiro, no Coimbra BD, com a apresentação dos dois volumes iniciais da colecção, O Velho que Lê, de Fabio Celoni, este com a presença do autor, e Até que a Morte Vos Separe, história desenhada por Bruno Brindisi. E em segundo lugar, em finais de Abril, com a apresentação na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contará com a presença de Bruno Brindisi, desenhador do segundo volume. Serão álbuns num formato próximo do original, com cerca de 17×22 cms, capa dura, e 120 páginas a preto e branco, que recolherão uma história principal, e quando o espaço o permita, histórias mais curtas que complementarão os volumes.

10 pensamentos sobre “Novidade e Evento de lançamento: Dylan Dog – O Velho que Lê – Celoni, Sclavi e Stano

  1. Eu estava me perguntando sobre que graphic novel (ou série limitada) faria um grande filme de longa metragem (que ainda não foi feito). Algo que pode ser contado em um filme, então não uma série contínua de grande duração. Kill Or Be Killed e o The Sculptor seriam as minhas escolhas.

    • As histórias em quadrinhos como um todo se adaptam melhor à TV, já que são basicamente o mesmo formato. Mas há alguns mais curtos que podem ser ótimos. No topo da minha cabeça: Grass Kings, e The Private Eye, ambos funcionariam, e seriam excelentes se não os “Hollywoodificassem”.

  2. As histórias em quadrinhos como um todo se adaptam melhor à TV, já que são basicamente o mesmo formato. Mas há alguns mais curtos que podem ser ótimos. No topo da minha cabeça: Grass Kings, e The Private Eye, também ambos funcionariam, e seriam excelentes se não os “Hollywoodificassem”.

  3. As histórias em quadrinhos como um todo se adaptam melhor à TV, já que são basicamente o mesmo formato. Mas há alguns mais curtos que podem ser ótimos. No topo da minha cabeça: Grass Kings, e The Private Eye, tambem ambos funcionariam, e seriam excelentes se não os “Hollywoodificassem”.

  4. comentarios intriduzidos em duplicado erradamente pois o email aparece mencionado pensei que tinha colocado a resposta com nome trocado pelo email

  5. 🙂 Sem stress. Private Eye também é uma boa. The Fade Out talvez resultasse também. Aliás o tema é mesmo o cinema de Hollywood numa época complicada, deve ser interessante ter um bom filme noir a emitir o ambiente de época. Tinha é de ser bem feito.

  6. Eu tenho amigos que deixaram The Walking Dead em pontos muito diferentes da série. Parei na metade da segunda temporada, porque isso não me interessava mais. Alguns outros ficaram por vários períodos porque estavam convencidos de que tudo ia ficar bom novamente. Outros ainda assistem, seja porque estão gostando ou ainda esperando por uma recuperação. Eu estou muito no acampamento que se um show não me pegar nem um pouco, eu termino depois de um episódio. Se não me enganchar completamente até o final da primeira temporada, então é aí que estou fora. E se eu olhar para trás em uma temporada, eu assisti e pensei: “Eu não estou mais gostando disso”, então eu vou deixá-lo lá. Você vai chutar um show para o meio-fio, logo que o seu interesse diminui um pouco, ou você continua assistindo até que esteja fora do ar, mesmo que não seja tão bom?

    • Eu tento ver as séries até ao final. Mas a minha disponibilidade é pouca, portanto acaba por ser auto-selectivo. Se a série não me interessa mais , dificilmente vou parar tudo o resto para ver mais uns episódios…

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