Olympus – Johns, Grimminger e Guice

Olympus centra-se numa premissa fantástica para tecer uma aventura mirabolante, carregada de acção e elementos mitológicos. Trata-se de um volume da Humanóids que agrada em termos de edição, mas que tem, na narrativa, a parte mais fraca.

A história

Um grupo de jovens estudantes vai de viagem à Europa com os professores de Arqueologia. A viagem centra-se mais em visitas a museus, mas num dos últimos dias os professores resolvem alugar um barco para fazer mergulho e explorar o fundo oceânico. Quando descobrem uma arca com um artefacto antigo, uma tempestade abate-se sobre o barco e são atacados por um grupo armado. Ainda que não fossem o alvo deste grupo, a tempestade afunda um dos barcos e leva os sobreviventes para uma estranha ilha.

Esta ilha parece aglomerar todas as criaturas mitológicas que podemos encontrar na mitologia grega, bem como edifícios. De monstro em monstro, os homens armados vão tombando e o grupo de estudantes vai sobrevivendo graças aos conhecimentos mitológicos.

A narrativa

A história perde muito pouco tempo com a caracterização de personagens, apresentando-nos antes detalhes para as encaixar em determinados clichés e, dessa forma, passar rapidamente aos episódios de acção. Existe, portanto, pouco envolvimento com o que acontece às personagens.

Ainda assim, a premissa simples permite seguir a história com facilidade, mas ainda assim, sem grande surpresas com o sucessivo surgir de monstros. A rápida introdução do grupo de jovens justifica a forma como ultrapassam os obstáculos, conseguindo sobreviver melhor do que um grupo de homens armado, mas sem conhecimentos. Por outro lado, a existência das criaturas mitológicas possibilita uma sucessão de confrontos que tornam a narrativa movimentada e de leitura fluída.

O desenho

Olympus é uma história movimentada que ganha rapidez com a apresentação dos vários confrontos com as criaturas. A premissa serve tanto para justificar esta rapidez, como para permitir a criação de sucessivos monstros que compõem grande parte do atractivo visual.

Conclusão

Olympus cumpre a premissa a que se propõe sem grandes surpresas, apresentando uma narrativa linear sem grandes reviravoltas, mas de visual agradável. Proporciona uma leitura rápida com aspectos visuais interessantes, mas sem ser espectacular em nenhuma das componentes, narrativa ou desenho.

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