193 – The Steerswoman – Rosemary Kirstein – Primeiro volume de uma série fantástica que me surpreendeu pela positiva. Nomeado pelo prémio Locus apresenta o que parece ser um mundo pós colapso da civilização humana, ainda que algum conhecimento seja mantido fundamentalmente por duas ocupações – as steerswoman que recolhem e distribuem abertamente tudo o que sabem, e os magos que parecem ter equipamentos tecnologicamente avançados que escondem. A história inicia-se com uma Steerswoman que demonstra interesse em estranhas pedras que encontra, o que a faz um alvo dos magos. A história leva-a a investigar o tema, o que nos mostra alguns detalhes do mundo. Por agora, continuei rapidamente para o segundo volume e já adquiri o terceiro;

194 – I Who Never Known Men – Jacqueline Harpman – História de ficção especulativa muito aclamada, é uma história que potencialmente cruza alienígenas com apocalipse humano. A história centra-se numa jovem rapariga que não tem memórias anteriores ao cativeiro. Numa cela comum, sem luz natural, com outras mulheres, habitua-se a um quotidiano sem abraços, sem novidades, sem carinho – um repetir do mesmo dia a dia, onde qualquer alteração é punida pelos guardas. Até ao dia em que um alarma soa, os guardas fogem, e as chaves ficam oportunamente colocadas para que se possam libertar. Lá fora, encontram um mundo inóspito, sem outros animais, mas com água, passando a subsistir com os mantimentos guardados na prisão. A história prossegue, mostrando uma realidade vazia de sentido, onde ficam mais incógnitas que respostas. Uma história introspectiva e desoladora;

195 – Ministério do tempo – Kaliane Bradley – A maioria das histórias de viagens no tempo coloca as personagens principais a viajar para uma outra época. Neste caso, a história centra-se em pessoas que foram trazidas para a nossa época, pessoas que iriam morrer no seu tempo e que, por esse motivo, a ausência deverá ter pouco impacto. A ideia será estudar o impacto destas viagens, tanto nas pessoas como no que nos rodeia. A cada viajante forçado é dado um acompanhante, sendo que neste caso, uma jovem mulher deverá acompanhar o comandante Gore que faria parte de uma fatídica expedição ao Ártico. Apesar das diferenças culturais, estabelece-se um peculiar relacionamento entre ambos, ao mesmo tempo que se desenrola uma conspiração através de diferentes linhas temporais. O resultado é peculiar, por vezes empático, e ainda que não seja uma das minhas leituras favoritas dos últimos tempos, aconselho a quem gostar do género;

196 – Mammoths at the gates – Nghi Vo – O quarto volume desta série marca o retorno do monge a Singing Hills, percebendo-se que o ambiente mudou em relação ao que se recordava. Com a morte do seu mentor a comunidade está em luto, mas têm de lidar com os familiares para além das mudanças que se acumulam. Apesar de ser um volume peculiar que deve ser lido nas entrelinhas e calmamente, não gostei tanto quanto os volumes anteriores.