Capa YiddishVencedor do prémio Nebula e nomeado para vários outros, desde que foi lançado têm-se encontrada inúmeras referências a Yiddish Policemen’s Union. Ainda que não seja apreciadora de policiais, foram as repetidas notas em torno do livro que me levaram a comprar e a ler.

Não se enquadra, no entanto, apenas no género policial, mas também na história alternativa. Durante o desenvolvimento apercebemo-nos que a acção ocorre num Universo em que uma grande parte dos judeus terá conseguido escapar ao Holocausto e estabelecido uma colónia no Alasca. Tal terá originado grandes diferenças a longo prazo no cenário político.

Por sua vez, a componente policial centra-se no estranho homicídio de um jogador de xadrez. Estranho porque tratando-se supostamente de uma pessoa pouco notável, não se esperava um homicídio de contornos tão profissionais. As primeiras investigações logo revelam não se tratar só de um judeu, mas também de uma espécie de Messias da sua geração, uma importante peça no cenário político daquele Universo Alternativo.

No final, achei o ambiente mais interessante do que a história – talvez expectativas demasiado altas provocadas pelos inúmeros artigos sobre o livro. Ainda que não seja apreciadora do género policial por si, esperava um melhor desenvolvimento da história. Não me senti empolgada para saber o desfecho ou para virar as páginas compulsivamente.

Nota – Este livro foi entretanto publicado em português pela Casa das Letras, com o título O Sindicato dos Polícias Iídiches.