Assim foi: Lançamento Da Família e Inventário do Pó

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Confesso que não estava a pensar aparecer, mas após um passeio em família vi-me disponível e sem vontade de  ir para casa. Foi quando me recordei do lançamento dos livros com conversa moderada por Joana Neves, mais conhecida pelo projecto Contos não vendem (a frase que supostamente se ouve de editores quando se fala em publicar antologias).

Comecemos pelo espaço, uma loja d’A Vida Portuguesa bastante mais agradável, quer em disposição quer em luminosidade, do que a loja mais conhecida na Rua da Anchieta. À entrada estava a decorrer uma degustação de refrescos mesmo a calhar com o calor que se fazia sentir depois de uma caminhada. No interior tive a surpresa de encontrar um espaço mais bem concebido para apresentações do que em muitas livrarias.

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E hoje é dia de confissões. O que fez aparecer foi o nome de Joana Bértholo, participante nos projectos da Prado (O caso do cadáver esquisito e Microenciclopédia micro-organismos, microcoisas, nanocenas e seus amigos de A a Z) desconhecendo totalmente o autor do outro livro, Valério Romão. No final, apesar de ter vontade de ler o da Joana Bértholo, fiquei mais curiosa com o livro Da Família de Valério Romão.

Após uma curta introdução começa-se por ler um conto de Valério Romão, onde se apresenta uma história psicótica que escala lentamente de violência, mas sempre num tom brando. Aliás a história apresenta-se do ponto de vista do narrador, um homem que escreve à esposa expressando indignação por se julgar incompreendido – que são umas chapadas bem dadas de vez em quando? E porque tenta ela traí-lo instigando os filhos a abandoná-lo quando se divertem tanto a torturar bichinhos?

Entre os vários contos os nomes das personagens serão repetidos, como um caleidoscópio em que várias partes resultam em combinações infinitas (comparação do próprio autor).

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Entre questões sobre processos de escrita, ideias por detrás dos livros e formatos preferidos (romance ou conto), Joana Bértholo leu um dos seus contos, onde a humanidade, farta de produzir tecnologia, inventa máquinas de produzir natureza iniciando-se a próxima moda – ter mais naturezas do que aquelas que se conseguem consumir.

Este conjunto de histórias terá um contexto comum, inspirando-se num familiar distante – não pretendem retratar episódios reais, mas terão tido origem na produção artística de René Bértholo e constituirão uma antologia coesa e lógica, com elementos surreais, quase fantásticos.

5 pensamentos sobre “Assim foi: Lançamento Da Família e Inventário do Pó

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