Últimas aquisições

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Verão é tempo de leituras mais leves, divertidas e, porque não, a recordar um pouco a infância. Neste caso estes quatro volumes da Disney foram-me enviados pela editora, mas estou particularmente interessada no Hiper que tem duas histórias futurísticas com robots e espécies alienígenas.

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Nada como fazer anos para nos oferecerem um dos livros que está há mais tempo na lista de desejos, The Turn of the screw, um daqueles clássicos muito falados cuja vontade de ler se mantém, mas em que a expectativa pode estragar a experiência.

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Ja Diaboliad & Other Stories de Mikhail Bulgakov foi o único livro que me interessou em toda a secção de livros estrangeiros do El Corte Inglês que, na minha última visita, parecia uma feira de rua, com livros sobrepostos, voltados do avesso, ao molho, desorganizados e mal expostos. Apesar de ter adorado The Master and the Margarita do autor, este conjunto de contos não foi particularmente interessante, apesar do tom levemente crítico ao regime comunista e das cenas absurdas.

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Eis dois clássicos publicados pela Antígona adquiridos recentemente. O primeiro é uma compilação de várias histórias, sendo que a que dá título ao livro é bastante referida em várias obras de ficção. Do segundo deixo-vos a sinopse:

A beleza e a verdadeira riqueza são sempre assim, baratas e desprezadas. O paraíso poderia ser definido como o lugar que os homens evitam. A par dos seus textos políticos mais interventivos, Henry David Thoreau celebrizou-se no Nature writing, com escritos telúricos em que a Natureza e a sua sagacidade dão azo a reflexões e inevitáveis comparações com a existência humana. E, no ocaso da vida, o autor polia com esmero os dois breves ensaios aqui reunidos, publicados postumamente em 1862, na revista The Atlantic Monthly. Em “Maçãs Silvestres”, o leitor depara com um poético catálogo de espécies, que celebra as virtudes destes humildes frutos, capazes de brotar estoicamente nos recantos mais esquecidos dos bosques. Triunfo do natural e do autêntico sobre tudo o que é civilizado, neles se revê inevitavelmente Thoreau, eterno paladino de salutares despertares anímicos. “Cores de Outono” é uma ode a esta estação, um hino a matizes e cambiantes da flora outonal e, sobretudo, ao ritmo digno do mundo natural, avesso ao bulício da civilização. Fragmentos em que Thoreau retira da Natureza supremas lições de vida, “Maçãs Silvestres & Cores de Outono” ensinam-nos, como o carvalho-vermelho, a almejar por luz e céus limpos, para que o quotidiano não descore; desafiam-nos a ver com olhos de ver a tela de pintor que nos rodeia e, como as folhas caídas a seu tempo, a despojarmo-nos da vida com igual nobreza.

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Estes dois foram adquiridos em duas visitas a duas livrarias diferentes. O primeiro pareceu-me ser uma história interessante ao envolver uma comum família que está a ser vigiada pelos maliciosos deuses gregos que, consecutivamente fazem das suas. O segundo, Lendas, peguei numa passagem pela Leituria num dos jantares dos “Devoradores de Livros” que se inicia sempre com uma Tertúlia neste espaço:

As lendas de Bécquer decorrem, na sua longa maioria, nos tempos remotos da Idade Média peninsular, na esteira da moda romântica do tempo sintetizada por um estudioso becqueriano como “o gosto pela ressurreição do passado histórico”.

Para conhecer este passado, Bécquer deambulou pela Espanha. E ao vaguear pelo mundo, como um atormentado viandante em demanda da paz que a vida não lhe prodigalizou e da beleza que o seu génio revelou, encontrou três sítios de fascínio que para sempre o amarraram: Sevilha, uma saudade; Toledo, uma paixão; Soria e a serra do Moncayo, um alumbramento. É este o cenário privilegiado em que se animam as estátuas de pedra de igrejas e catedrais, em que ruínas e vielas guardam ciosamente os segredos do passado, em que o mistério das águas e das árvores, do vento e das ervas se confunde com um cântico de espanto perante a gratitude do bem e a violência do mal, a imensidade do espaço e o abismo do silêncio, a infinitude do tempo e do amor.

Uma epígrafe poderia escolher-se para as Lendas de Gustavo Adolfo Bécquer. A mais adequada é, sem sombra de dúvida, o primeiro verso das suas Rimas: “Eu sei um hino gigantesco e estranho”.

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The Autumnlands é uma das mais recentes séries de banda desenhada da Image que me suscitou grande interesse e que acabou por vir parar à estante como prenda de aniversário. Numa realidade paralela à nossa a magia existe e é usada por animais inteligentes que criaram uma sociedade hierarquizada e opressora de alguns grupos. Agora que a magia se está a acabar, o poder escasseia e a única solução é invocar um antigo herói das lendas. Os outros dois são os primeiros volumes da série The Walkind Dead e demonstram que não consigo resistir à fama desta série.

2 pensamentos sobre “Últimas aquisições

    • O último hiper que li tinha histórias simples, mas também histórias mais complexas, tanto em termos de estrutura, como de referências ficcionais 🙂 Estou a começar a ler este que também me parece conter uma selecção do género

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