Matiné – Magno Costa e Marcelo Costa

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Em três curtas histórias de acção Matiné relembra os filmes de acção  onde a violência extrema é altamente justificada, componente prática resultante da realidade em que se apresenta, quase normal e dessensibilizada no contexto em que se integra.

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O ambiente é negro e pesado, mas nem por isso totalmente desprovido de esperança e amor, uma pequena ilha positiva, por vezes esmagada num extenso mar de confronto físico onde se excede a maldade e a indiferença. Como resultado ocorrem episódios pontuais de justiça que, não compensando a totalidade do mal causado, expiam parte da carga negativa.

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Como os filmes antigos, Matiné apresenta-se a preto e branco, num belíssimo trabalho visual que espelha bem o ambiente e expressa a dureza dos episódios, com um ou outro toque fantásticos, colocando em relevo o papel da morte, bastante principal nas histórias que aqui se reúnem.

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As três histórias criam um ciclo quase perfeito onde não há lugar para a justiça dos polícias e dos tribunais mas onde, alguns homens, pelas suas próprias mãos se dedicam a balancear o mundo onde se encontram. O único defeito de Matiné é a sua extensão, demasiado curta e que gostaria de ver mais extensamente explorada.

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Matiné foi publicado pela Polvo.

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