A Chave de Gaudí – Esteban Martin e Andreu Carranza

A Chave Gaudí foi publicado há uns bons anitos (mais de 10) pela Saída de Emergência, mas não o li na altura. Mais recentemente, em El Fantasmas de Gaudí vi, na introdução, uma referência a este livro e a um dos seus escritores, Esteban Martín, onde estaria a teoria de que Gaudí seguiria uma linha de construção mais antiga, que pretendia reproduzir na Terra o que existe no céu.

A Chave Gaudí cruza várias teorias sobre os trabalhos do arquitecto em Barcelona e as suas supostas relações com grupos secretos, reproduzindo perspectivas matemáticas e artísticas para desenvolver estas teorias. Paralelamente acompanhamos uma jovem que se apercebe que a morte do avô poderá não ter sido acidental – tal suspeita é fortalecida quando, nesse dia, é perseguida por brutamontes que atiram nela e no namorado.

Como desenvolver teorias sobre Gaudí sem acabar com um livro chato e académico? Ou com um duvidoso livro de Ficção especulativa? Cruzando as várias teorias com uma história movimentada, onde o perigo eminente justifica os constantes episódios de acção numa fórmula muito explorada por Dan Brown.

Neste romance não falta o casal de apaixonados para sentirmos empatia e torcermos, nem as mortes horrorosas para conceder o sentimento de perigo, nem os vilões que se revelam maus por natureza e não pelas circunstâncias – o mal consciente e propositado que pretende corromper e dominar.

Dentro das limitações da fórmula que pretende transformar a história num page turner, A Chave Gaudí consegue ser competente.  No entanto, a componente mais interessante é exactamente a exposição de teorias que pretendem revelar grupos milenares, secretos que transportam missões tão antigas quanto Cristo, missões que nem os Apóstolos nem outros grupos teriam identificado como necessárias nas palavras deixadas pelo Messias. Ainda, desenvolvem-se teorias matemáticas mostrando que as formas naturais que inspiraram Gaudí apresentam fortes estruturas tri dimensionais pouco usadas pelos restantes arquitectos.

O resultado é uma leitura movimentada e rápida que não me deixou grandes memórias pelas personagens e pelo seu percurso pessoal, mas que contém alguns pontos interessantes que também foram apresentados em El Fantasma de Gaudí (publicado recentemente na colecção Novela Gráfica, publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público).

Um pensamento sobre “A Chave de Gaudí – Esteban Martin e Andreu Carranza

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