Beowulf é daqueles livros que nunca pensei ver publicado no mercado português – uma banda desenhada épica que foi recentemente publicada pela Image com um formato de página maior do que o habitual. Trata-se de uma banda desenhada de escassas palavras, onde se segue a história heróica do homem que caça monstros. Esta banda desenhada chega ao mercado português por uma nova editora, Ala dos Livros.

Deixo-vos a minha opinião da leitura inglesa, bem como a sinopse e algumas páginas da edição portuguesa:

SANTIAGO GARCIA e DAVID RUBIN uniram os seus talentos para recriar o mito de Beowulf, o qual,  inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos  e tornou-se um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores de  J.R.R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras BEOWULF, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e  Rubín propõem segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente  e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos seus versos através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

Os autores pegam pois numa história milenar dando-lhe uma perspectiva moderna que se mantem respeitosamente fiel à fonte original.