Se o primeiro volume apresenta várias vertentes desta realidade semi futurista, semi apocalíptica e semi distópica, e o segundo volume apresenta um lado mais racional, calculista e lógico das investigações em torno da I.A., o terceiro alterna com um tom mais movimentado e agressivo, dando força a toda a componente fabulástica que já me tinha fascinado no primeiro volume.

Neste volume o cenário desloca-se para a Cornuália, mais especificamente nas imediações de um círculo de pedra descoberto há pouco tempo – um momento onde também é descoberto um corpo recente, e que desperta atenção suficiente para que a uma das pessoas da equipa que construiu a I.A. se desloque ao local.

O cenário não desilude e, entre personagens suspeitas, fechadas e desconfiadas, encontramos muito mais do que seria de esperar num local de importância arqueológica, revelando-se fortes elementos sobrenaturais que provocam estranhos e horripilantes cenários.

Este terceiro volume possui bastante mais acção e menos introspecção do que o segundo, colocando fortes elementos sobrenaturais e misturando-os com as fábulas célticas, tal como tinhamos visto rapidamente no primeiro. A I.A. criada pelos humanos tem uma forma muito distinta de pensar e continua a tentar alargar-se para outras realidades, construindo-as ou alterando-as – é uma força com lógica própria que pode ser intuída pelos seus criadores, mas não prevista, o que lhe confere uma aura de inquietação e horror.

Este volume possui uma história estanque, dando pistas para a história global que tem sido exposta ao longo destes três volumes – ainda estao a ser expostas as peças do puzzle, peças que vão sendo mostradas de ângulos bastante diferentes e que seguem as perspectivas peculiares de cada investigador que contribuíu para a construção da inteligência artificial.