Death or Glory – Remender e Bengal

De Low a Devolution, passando por Sete para a Eternidade ou The Scumbag, diria que a minha relação com as obras de Rick Remender não é constante. Gostei da premissa da série Low, adorei Sete para a Eternidade, mas The Scumbag ficou no limite do meu gosto. Onde ficou este enorme volume de Death or Glory?

A história

Glory é o nome de uma jovem mulher que viveu quase sempre à margem da sociedade. Durante a sua infância os pais resolveram parar com o ciclo de esforço laboral e frustração emocional em que se encontravam, despediram-se e passaram a deambular pelo país, sem pouso certo. Anos depois, a mãe já faleceu e o pai precisa de um transplante de rim – mas sem seguro de saúde nem registo, os meios para o conseguir são muito dispendiosos.

É neste momento que Glory decide arranjar o dinheiro para o transplante, interferindo com o negócio corrupto do ex-marido – ainda que não soubesse os detalhes desse negócio. Ao invés de droga, encontra seres humanos e descobre uma perigosa rede de trafego humano, salvando algumas pessoas que teriam sido importadas para a recolha de orgãos humanos.

A partir daqui, perseguida pelos traficantes, mas tentando obter algumas respostas e até salvar algumas pessoas, Glory usa todas as capacidades adquiridas ao longo de anos para salvar o pai, ao lado de algumas pessoas que salvou.

Crítica

O decorrer da história não acrescenta muito mais detalhes a este resumo. É uma narrativa movimentada, onde os tiroteios e as lutas de corpo a corpo se sucedem, entre perseguições e fugas. Existem alguns, poucos, momentos introspectivos onde a personagem recorda momentos passados, proporcionando o devido balanço entre as cenas de violência e alguma empatia para com a personagem principal.

A narrativa é simples. A história centra-se sobretudo em Glory e no seu ponto de vista, existindo alguns episódios centrados noutras personagens para dar mais alguns detalhes ao leitor. Não muitos, apenas o suficiente para nos fazer perceber algumas reacções ou mostrar o quão ridículos e doentes são os vilões.

O desenho não é deslumbrante, mas é expressivo e toma o papel principal nas cenas de acção, conferindo movimento e emoção. Os focos alternam entre detalhes das expressões e paisagens, mostrando por vezes corpo inteiro ou feições, consoante o necessário para se perceber a cena de acção.

Conclusão

Death or Glory é um Need for Speed em formato banda desenhada. Narrativa simples e linear, com vilões ridículos de maldade impressionável e uma protagonista imperfeita que é levada pelo mal caminho por bons motivos e se vê em apuros. A história centra-se em poucas personagens, dando largo espaço a cenas de carros em alta velocidade, lutas corpo a corpo e tiroteios. O resultado não é excelente, mas é uma leitura que consegue cativar o leitor e mover a leitura facilmente pelas quase 400 páginas.

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