Low continua a ser uma das minhas séries favoritas do ponto de vista visual, mas pela perspectiva narrativa tem perdido algum interesse. Comecei esta série na mesma altura que Descender, e se a última tem crescido (apesar de alguns momentos mais parados), Low parte de uma premissa interessante para não ter, até agora, grandes pontos de inovação.

Alternando entre as várias cidades submersas e concedendo a cada uma, um visual diferente que torna o volume fascinante, Low apresenta um mundo em apocalipse onde o fim da humanidade parece tão próximo que acaba com o positivismo de qualquer pessoa  e mesmo quando surgem notícias de um outro mundo passível de colonização parece preferível ceder à tragicidade do fim.

Neste volume exploram-se rivalidades numa sucessão de episódios de acção, sem o tom introspectivo ou filosófico dos volumes anteriores. Algumas das personagens principais não sobreviveram até aqui, resultando na tensão acumulada que justifica o ritmo frenético e explosivo.

Centrando-se no que de pior a espécie humana tem para oferecer, este quarto volume afasta-se bastante do espírito que encontrei nas primeiras páginas, onde me sentia irritada pelo excessivo optimismo de uma das personagens – optimismo que impeliu uma série de eventos carregados de esperança que tem sido esmagada a cada volume.

Oscilante em tom e equilíbrio, até ao momento é uma série estranha e inconstante, que vai deixando linhas narrativas em aberto que espero que sejam recuperadas nos próximos volume. Reitero que um dos aspectos positivos é o visual que cruza cenários conhecidos (o fundo do mar) com tecnologia futurista criando uma série de imagens improváveis mas fascinantes.