117 – Filhos do Império – Vol. 2 – Yudori – Na Coreia dos anos 30 a sociedade está dividida entre a influência japonesa e ocidental, com a importação de artigos e de costumes diferentes que ditam a moda. A narrativa centra-se em dois jovens de origens diferentes – a filha do patrão e o filho do empregado, a quem o patrão quis dar oportunidades e pagar os estudos. Existem diferenças muito vincadas na forma como se tratam os dois géneros, e existem códigos de interacção culturalmente muito próprios, que se denotam em mudança pelas influências externas. Uma leitura fascinante;
118 – Travel Light – Naomi Mitchison – Uma leitura fantástica, com uma estrutura aparentemente clássica da história do herói, mas com uma protagonista pouco usual, que acaba despropositadamente a desafiar as questões de género próprias das questões mais clássicas. apesar de ter sido escrito em 52. A história centra-se na filha de um rei que, tendo uma nova esposa, a abandona. Educada inicialmente por ursos e depois por dragões, desenvolve um sistema de valores e de interacções diferentes do usual, que vão influenciar o curso das aventuras;
119 – Dan Da Dan – Vol. 1 – Yukinobu Tatsu – Uma história completamente demente! Dois estudantes são fascinados por duas áreas de crença duvidosa – o rapaz é fascinado por alienígenas e a rapariga pelo sobrenatural. Desacreditando as opções um do outro, resolvem fazer uma aposta para cada um ir procurar o que o outro gosta a fim de provar que não existe. Mas chegam à conclusão que ambos existem – os alienígenas raptam a rapariga e tentam iniciar o clássico protocolo para perpetuação da espécie, ao mesmo tempo que o rapaz é amaldiçoado. Felizmente, esta fase acaba mais ou menos bem, com a rapariga salva mas o rapaz sem órgãos genitais, que terá de recuperar ao fantasma que o amaldiçoou – missão que irá envolver os dois e a avó da rapariga, habituada a lidar com estes temas. O desenvolvimento é delirante, mais adulto em conteúdo e divertido;
120 – Multitude – Marie Vibbert – Uma história de primeiro encontro com alienígenas, em que a perspectiva vai oscilando entre os seres humanos e uma espécie cooperativa com capacidade de partilha das mentes. Tendo esta espécie recebido a mensagem humana, decide-se a iniciar viagem para nos conhecer. Existirão, no entanto, diferenças distintas que fazem com que as primeiras interacções sejam mal compreendidas por ambos os lados. É uma história interessante pela forma como desenvolve a perspectiva alienígena, proporcionando uma variante engraçada nas opiniões menos positivas em relação a primeiros contactos. Será que os alienígenas nos reconhecem como seres inteligentes? Será que vêem valor na vida humana?