185 – The Library of Hellebore – Cassandra Khaw – No seguimento de uma das recentes ondas de ficção especulativa, Dark Academia, encontramos esta abordagem negra sobre as escolas para adolescentes com magia ou superpoderes. Se Educação Mortal, de Naomi Novik, já tinha optado por apresentar uma escola pouco didática, onde as mortes podem acontecer facilmente, este The Library of Hellebore opta por uma vertente mais sombria, onde as mortes dos alunos podem, até, ser propositadas. A história começa com uma morte (claro) e com a personagem principal (facilmente capaz de ser a responsável pelo assassinato) a fugir de um género de atentado contra todos os alunos. O grupo de sobreviventes é pequeno, mas uma espécie de adivinhação indica que o seu número ainda há-de reduzir. De armadilha em armadilha, de morte em morte, desenvolve-se uma narrativa negra de obsessões e psicoses, onde nenhuma personagem parece totalmente sã. Pelo meio há intenções românticas, ainda que pouco concretizadas e que terminam rapidamente – em mais mortes. Não é o meu género de leitura, mas é fascinante como se desenvolve esta premissa com o máximo de prejuízo;

186 – The Wednesday Witches Book Club – Sarah Beth Durst – Recentemente, a Amazon lançou uma colecção de contos sob o tema Magic & Mistery, onde vários autores desenvolvem pequenas histórias. Este, da autora de The Spellshop centra-se numa bruxa divorciada que procura um novo clube de leitura onde possa encontrar novas amizades. A particularidade deste mundo é que os poderes mágicos surgem no seguimento de uma leitura especial, sendo que cada bruxa (ou bruxo) tem um livro que marcou esta passagem para a magia. Mas o que deveria ser um encontro pacífico para leituras rapidamente sofre uma reviravolta, quando várias bruxas vão sendo transformadas em gatos;

187 – On the calculation of volume – Vol. 1 – Balle – Apesar do título e do aspecto da capa não estamos perante um livro de análise matemática, mas perante ficção especulativa. A história segue uma mulher que se apercebe que o mesmo dia se repete indefinidamente. No entanto, a premissa (usada noutras narrativas) aqui difere porque a mulher não é incólume à passagem do tempo – e parecem existir outros elementos que também não o são. A partir desta descoberta, a personagem vai explorar várias perspectivas e abordagens, decorando os mais ínfimos detalhes daquele dia, e envolvendo, por vezes, outros nas suas descobertas. É um livro mais introspectivo do que de acção, e ainda que seja uma excelente leitura possui um final peculiar;

188 – Heart Gear – Vol. 1 – Tsuyoshi Takaki – Num futuro distante em que a humanidade colapsou, restam sobretudo andróides estragados que se agarram às últimas instruções que receberam, ou que procuram enfrentar e exterminar tudo o que encontram pelo caminho. Existem, claro, algumas excepções. É neste cenário que encontramos uma jovem rapariga, educada por um andróide pacífico e conhecedor, que assiste no crescimento e na subsistência da jovem. Até ao dia em que encontram outro andróide, sem memórias e sem programação, um exemplar que é, também, uma criança na falta de experiência que tem do mundo. A ideia é engraçada e bem executada, e ainda que não se deva tornar uma das minhas séries de Mangá favoritas, deverei continuar a sua leitura lentamente.