Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico.

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O Grande Deus Pã, de Arthur Machen, possui outras três histórias para além daquela que dá o nome do livro: Novela da Chancela Negra, A Luz Mais Interior e Povo Branco.

Todas se encontram dentro do género horror, enquadrando-se no gótico da época victoriana (final do século XIX). Escritos na mesma altura que Dracula de Bram Stroker, Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde de Stevenson ou os contos de Edgar Allan Poe, possuem um estilo semelhante ao de este último.

As histórias misturam elementos míticos com elementos sobrenaturais, desde o povo das Fadas ao tenebroso Deus Pã, descrevendo acontecimentos em torno de horrores temidos mas nunca vistos ou totalmente expostos –  como consequência, as personagens desaparecem ou suicidam-se, incapazes de viver com o que testemunharam. Entre estas personagens existem crianças de aparente inocência que atraem estranhos seres e donzelas frágeis, sacrificadas em prol da curiosidade e do saber.

Uma das histórias termina de forma abrupta, as restantes sem saber o que se passou verdadeiramente – constituem quatro tentativas de terror psicológico que não funcionou comigo. Talvez por isso, cheguei ao final com a sensação de que o livro pouco ou nada acrescentou ao que já conhecia.

Para os interessados no género, alguns dos contos de Arthur Machen encontram-se disponíveis através do Projecto Gutenberg.