Trees – Vol.2 – Warren Ellis e Jason Howard

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O segundo volume de Trees continua com a excelente qualidade visual apresentada no primeiro, explorando a pouco usual premissa de que os alienígenas até podem vir visitar o planeta, mas não é garantido que reconheçam a nossa inteligência, ou, até, a nossa inteligência.

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Se o aterrar das estruturas cilíndricas alienígenas causou o pânico nas populações que residiam no local ou perto, as catástrofes que se seguiram despertaram o medo profundo no qual se tomam más decisões e se condenam milhares à morte. Mas alguns sobreviveram, como o novo presidente da câmara de Nova Iorque que tem planos de vingança para quem estava no comando aquando da aterragem.

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Do outro lado do Mundo, na Noruega, o crescimento das estranhas flores negras provocou uma enorme libertação de energia que matou quase todos os seres humanos que residiam na estação científica. A única sobrevivente, cientista, permanece no hospital durante longos meses. Quando sai, o que a espera é um novo emprego governamental, na observação de uma outra árvores que poderá estar a iniciar um desenvolvimento semelhante, com novas flores.

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No primeiro volume acompanhamos várias linhas narrativas que nos dão, no seu conjunto, uma perspectiva global dos efeitos da aterragem. Explorada a diversidade de consequências, este segundo volume foca-se sobretudo em duas personagens e dois locais, deixando as apresentações e passando a uma maior acção e desenvolvimento da história.

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Este segundo volume mantém a perspectiva cínica da humanidade, que, no primeiro, contrastava com a inocência de algumas personagens, jovens e crentes num futuro melhor. Com a aterragem das naves o mundo tornou-se ainda mais incerto e com esta incerteza crescem as características de uma sociedade em apocalipse. Vinga a lei do mais forte, a manipulação em massa pela utilização do medo, cresce a exploração de interesses paralelos e destruidores de uma sociedade justa e coesa.

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Graficamente esplendoroso, Trees apresenta uma boa diversidade de cenários, conferindo a cada local uma marca própria que permite, em poucos segundos, perceber onde nos encontramos. Oscilando entre os long shots e planos fechados em construções de boa continuidade visual, Trees beneficia da exploração paralela de diferentes perspectivas que se complementam, tanto em termos visuais, como narrativos.

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