I Hate Fairyland – Vol.2 – Skottie Young

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Menos coeso que o primeiro volume, o segundo continua a cruzada de Gertrude no reino mágico encantado, mas agora como Rainha. Se ela pensava que este papel lhe poderia trazer algumas alegrias (sob a forma de chacinas, guerrilhas e outras coisas que tais) não contava que a nova posição fosse desempenhada a partir do trono real, a assinar papelada sem fim.

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Depois de conseguir cortas todas as alianças milenares, iniciar mil e uma guerras, promover lutas de morte para prazer do povo e revolucionar, de forma violenta, todo o mundo fantástico, o reinado de Gertrude é auditado e finalizado, estando a criança (apenas em aparência) liberta para prosseguir a demanda de um caminho de regresso a casa.

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Como mera habitante do reino fantástico, Gertrude recorre a uma lista de caminhos para o mundo real, que mandou compilar enquanto rainha. Cada uma das possibilidades é uma demanda carregada de tarefas. Se, antes, as suas viagens já não eram fáceis pela fama (justa) de chacinar os que cruzam o seu caminho, depois de ser uma rainha implacável os obstáculos aumentam. Mas nada que não consiga dominar violentamente.

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Usando e abusando das cores alegres e das caricaturas de expressões marcadas que contrastam a aparente fofura das personagens com acções mais tortuosas e maldosas, o segundo volume de Fairyland apresenta belíssimas páginas duplas em que explora todo o esplendor do reino mágico e as suas possibilidades.

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Ainda que, em termos de narrativa, este segundo volume não acrescente muito à história, repetindo a fórmula com a criação de uma série de missões movimentadas, aproveita para explorar mais recantos do mundo mágico e mostrando que, até os seres fofinhos que o habitam têm uma vida bastante menos idílica do que é imaginado, numa sucessão de desastres causados ou aumentados pela presença de Gertrude.

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Divertido pela subversão das típicas histórias fantásticas e pela loucura da personagem principal, uma criança limitada que décadas depois permanece sem conseguir concretizar as missões que lhe permitiram voltar a casa, I Hate Fairyland proporciona uma leitura descontraída e agradável.

Comentário ao primeiro volume.

 

Um pensamento sobre “I Hate Fairyland – Vol.2 – Skottie Young

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