Tony Chu – Vol. 12 – John Layman e Rob Guillory

Eis que a série mais mirabolante e nojenta de todos os tempos chega ao fim! Este 12º volume contém muitas alegrias e tristezas, muitas batalhas alucinantes, mas também grandes momentos de amor, de amizade e de parceria! Mas claro! Também não poderiam faltar as refeições nojentas ou não fosse um volume de Tony Chu. Para quem não leu a série (que vergonha!) e não quer spoilers, aconselho salte o próximo parágrafo!

Savoy faleceu e deixou Tony com um segredo difícil de lidar – o fim da humanidade aproxima-se a não ser que sejam tomadas medidas drásticas que envolvem Amélia e o seu poder! Medidas que se relacionam com o consumo de carne de frango! A razão estará relacionada com algo distante do planeta Terra, mas cujas pistas já fomos apanhando nos volumes anteriores.

Pelo meio, a dupla de investigadores FDA ainda tem tempo para resolver um caso relacionado com o poder Cereduratus – congelar totalmente o cérebro de quem comer os gelados produzidos por alguém com esse poder. Tic-tac. O tempo não pára, o fim do mundo aproxima-se, mas mesmo assim, Tony Chu vai arranjar tempo para ajudar uma familiar!

Tic-Tac! Poyo é o novo chefe do Inferno e a sua influência vai ser notada por todos os demónios e malfeitores! Preparem-se para sofrer no Inferno! Poyo garante que todos serão castigados! Até o demónio que possui uma rapariga numa terriola perdida e que origina uma cena típica do exorcista com sopa de ervilhas à mistura. Tic-Tac! Qual será a próxima refeição nojenta de Tony Chu?

O volume 12 é um volume intenso, carregado de acção que aproveita para rever algumas das personagens secundárias relacionadas com Tony Chu. Revemos familiares e personagens secundárias em episódios caricatos, levados ao extremo da imaginação.

A série

Com a leitura do último volume já se podem tecer alguns comentários gerais à serie. Tony Chu é das poucas séries que conseguiu manter a apresentação de elementos inovadores em cada volume – seja pela apresentação de novos poderes, seja pela apresentação de novas personagens.

A cada nova adição, existe a exploração de vários cenários hipotéticos, levando os elementos ao seu extremo máximo de consequência neste mundo. Sempre de forma mirabolante, e com desenhos que revelam uma extrema imaginação e dinâmica.

É curioso perceber que alguns destes elementos existem, também, em Farmhand, série lançada mais recentemente a solo por Guillory. Tal como em Tony Chu, os desenhos em Farmhand conseguem explorar uma premissa aparentemente absurda, contendo vários detalhes caricatos.

E, ainda que por vezes me tenha questionado se os autores sabiam como terminar a série (algo que não me importava muito, porque todos os volumes são altamente divertidos), com a leitura deste último percebemos que as linhas gerais já deveriam estar delineadas, existindo pistas ao longo da história para o que nos é revelado.

Tony Chu terminou e irá deixar saudades. Não estamos a falar de uma série intelectual e profunda, mas de algo que contém em si todos os elementos de um bom entretenimento: uma premissa relativamente simples mas bem explorada (e com as devidas derivações), episódios hilariantes, personagens bem desenvolvidas e, acima de tudo, um desenho que casa de forma excelente com a narrativa (algo fulcral na banda desenhada).

A série Tony Chu foi publicada no mercado português pela G Floy.

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