217 – The Annual Migration of Clouds – Premee Mohamed – A narrativa leva-nos a uma pequena comunidade de seres humanos que subsiste com dificuldades após a queda da civilização. A comunidade persiste graças ao mútuo apoio, sabendo-se da existência de outras comunidades espalhadas, bem como de centros que mantiveram alguma civilização mas cujo acesso é restrito. Quando uma jovem recebe uma carta para ingressar como estudante num destes centros iniciam-se uma série de questões existenciais, sobre sentido de comunidade e responsabilidade que justificam a narrativa. Em paralelo, percebemos que alguns seres humanos estão infectados por um fungo, que controla (ou tenta) parte das decisões, principalmente dos impulsos. É uma narrativa num tom pausado e introspectivo, que me convenceu a ler os volumes seguintes, ainda que permaneça uma grande incógnita – ou vai ser algo genial ou uma grande desilusão;
218 – Ginseng Roots – Craig Thompson – Depois de Blankets, o autor retorna a uma história mais pessoal, centrando-se na principal ocupação da família quando era pequeno – plantar raízes de Ginseng. Curiosamente, estas raízes seriam exportadas massivamente para a Ásia, com grande sucesso. A história apresenta questões familiares (dinâmica entre irmãos e com os pais), a ocupação das crianças durante as férias ajudando também e recebendo por isso, bem como questões de saúde do autor e como desenvolveu a sua carreira, consciente ou inconscientemente, com influência destes vários episódios em torno do Ginseng;
219 – O Corcunda de Notre-Dame – Georges Bess – Negra adaptação do clássico romance que se destaca, como expectável, pelos desenhos a preto e branco, onde se transmite todas as fortes emoções que são apresentadas na história. Existe pouco lugar para algo positivo, e o volume transmite a constante opressão e injustiça, onde todas as personagens são vítimas do destino que constroem;
220 – Spy family – Vol. 12 – Tatsuya Endo – A história continua com a apresentação do episódio de rapto, subindo em tensão, ao mesmo tempo que as personagens (crianças) tecem planos e comentários cómicos que não parecem corresponder à seriedade da situação. Aparências, claro, dado que por detrás da suposta confiança e coragem, demonstram o medo dos raptores.
