Evento: Fórum Fantástico

Começa amanhã, dia 12, um dos mais esperados eventos do ano em torno da ficção científica e fantasia, o Fórum Fantástico. O Fórum apresenta, como já nos habituou, um programa extenso e diverso, onde se discutem e apresentam projectos. Neste seguimento entrevistei o Rogério Ribeiro, um dos organizadores (conforme já tinha divulgado),  mas aproveito para realçar algumas componentes, cujo programa podem consultar na página oficial do evento:

Workshops de escrita – com Bruno Martins Soares e Pedro Cipriano ou com Chris Wooding (o convidado internacional deste ano);

Lançamento de livrosLisboa Oculta (Guia Turístico), Tudo isto existe de João Ventura, O Resto é paisagem, Apocryphys vol. 3 (banda desenhada);

Palestras com vários autores nacionais e internacionais – de banda desenhada, ficção científica e fantástico;

– Jogos de tabuleiro;

– Exposições – Nos 25 Anos de Filipe Seems; de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves; Jardim Secreto, de Bruno Caetano;

– Feira do fantástico.

Resumo de Leituras – Agosto de 2018 (5)

144 – O Farol Intergaláctico – João Pedro Oliveira – eis mais um grande exemplo de boa ficção científica publicada pela Imaginauta num formato acessível (em preço) e de fácil transporte. O conto de 12 páginas centra-se na distância temporal criada pelas viagens espaciais, mostrando dois amigos que não se vêem há uma viagem – um no auge da sua juventude, outro velhote e melancólico;

145 – Joe The Barbarian – Grant Morrison e Sean Murphy – Após a morte do pai, a mãe luta para manter o tecto sobre a cabeça dela e do filho. Já o rapaz, que é diabético, soturno, é marginalizado pelos restantes rapazes. Resta-lhe sonhar pelos seus desenhos, até ao dia em que se materializa noutro mundo fantástico onde a sua presença é fulcral;

146 – Seis drones – António Ladeira – Falhei o lançamento na Barata por distração mas ainda assim comprei um exemplar. As referências a várias obras de ficção científica revelam que o autor sabe o que está a escrever e efectivamente os seis contos que apresenta parecem ter inspiração nos clássicos – Orwell, Bradbury, Dick. O resultado é bom, com pontinhas de ironia relativamente à tecnologia e à possibilidade de servirem de forma de controlo das populações;

147 – Portais – Octavio Cariello e Pietro Antognioni – Esta banda desenhada de ficção científica foi lançada há alguns meses, mas só agora a li. Visualmente bastante boa, possui uma história futurista com portais entre épocas diferentes que visam transportar elementos decisivos para a luta por um trono distante.

Resumo de Leituras – Agosto de 2018 (4)

140 – O corpo dela e outras partes – Carmen Maria Machado – Uma série de contos de ficção especulativa, com elementos de ficção científica, fantasia e horror, que apresentam personagens com diferentes sexualidades e nas quais a sexualidade é parte da história, como algo natural. Estes contos podem servir de ponto de partida para discussões mais profundas sobre dinâmica de género ou de relação, ou podem ser simplesmente apreciados conforme se apresentam;

141 – Cicatriz – Sofia Neto – Enquadrado no género da ficção científica, apresenta um futuro em que a o sociedade é dividida. Alguns escolheram permanecer dentro das cidades, com acesso a todas as componentes tecnológicas, enquanto outros ficam nos campos. Duas realidades fechadas, alimentando rumores sobre a outra metade que é demonizada sobre os aspectos mais propícios. Uma leitura interessante e inesperada ainda que saiba a pouco a incursão neste mundo;

142 – Tatuagem – Hernán Migoya e Bartolomé Seguí – Adaptação de um romance policial, apresenta alguns clichés do género, fazendo piada sobre estes mesmos aspectos comuns a tantas outras obras de ficção policial. A personagem principal é um homem que não perde a oportunidade de se aproximar de mais uma donzela, aliás, algo que partilha com o homem de quem procura a identidade;

143 – O jogo – Carmo Cardoso e José Machado – Trata-se de um dos mais recentes contos de ficção científica publicados na colecção Barbante que nos apresenta a situação limite de uma vida dependente do resultado de um jogo.

Seis drones – Novas histórias do ano 2045 – António Ladeira

Infelizmente não compareci ao lançamento na livraria Barata, nem falei com ninguém que tivesse comparecido, mas parece-me que o autor sabe bem que pode ser enquadrado no género de ficção científica e não o esconde. Refere-se ao género na sinopse, e nas referências literárias que apresenta, com Orwell, Bradbury ou Philip K. Dick.

Também não li o outro volume do mesmo autor, Os Monociclistas e outras histórias do ano 2045 (mas já o acrescentei à lista de encomendas), mas o livro pode ser lido isoladamente sem interferir na interpretação do leitor. O que encontramos são seis contos que parodiam a tecnologia e a obsessão por segurança, dois elementos que, em conjunto, possibilitam a criação de sociedades altamente seguras (ou inseguras), controladas e claustrofóbicas.

No primeiro conto, que empresta o título ao livro, Seis Drones, encontramos um homem que se vê sem drones a meio de um percurso pedonal. Nada que nos pareça muito grave excepto quando a personagem tenta perspectivar como chegar a casa sem os drones – é que sem eles facilmente é alvo de publicidade ou de controlo estatal, podendo, até levar com um míssil. A sua salvação advém de uma jovem que aceita em acompanhá-lo, coisa rara naqueles dias.

Em O Objecto os livros, como os conhecemos, desapareceram. Temos conhecimento desta realidade através de um idoso editor. Qualquer história clássica foi adaptada, não só pela difícil linguagem antiga, mas pelas referências que se tornaram irreconhecíveis. Moby Dick, por exemplo, reconhece estar errado na sua caça pela baleia, e termina os seus dias defendendo os cetáceos. As adaptações estão a cargo de uma série de trabalhadores do estado e ai de quem tente saber a versão original da história – é extremamente proibido.

Não são só os livros que se transformaram. Também o automóvel, sendo que já não é suposto saber conduzir um carro, mas sim informar a rede do destino e deixar-mo-nos conduzir. Se o nosso percurso for autorizado. Há que dar espaço aos que trabalham, sendo que quem deseja apenas passear será considerado menos prioritário. Que dizer então de quem está reformado? Usar o automóvel para passear? Em rota livre? Que ideia tão absurda.

Em A Agência o protocolo para viajar torna-se tão complexo que surgem cidades inteiras para possibilitar que o indivíduo viaje. As ameaças terroristas servem como justificação para ir aumentando o protocolo até que se termina com a criação de uma força muito especial.

Quando tudo em nosso redor responde à tecnologia, desde a abertura da porta de casa, à roupa, torna-se possível uma verdadeira guerra tecnológica – guerra esta que leva a que alguns seres humanos escapem das cidades e permaneçam em cavernas, caçando.

No último conto, A Falésia, um casal afasta-se das suas ocupações profissionais para se dedicar a perceber o mistério por detrás da janela nublada – uma janela que aparenta algum defeito que não conseguem depreender inicialmente, mas que mais tarde percebem dever-se a uma nebulosidade localizada.

Sem se afastar muito da época em que vivemos e usando possíveis desenvolvimentos tecnológicos (ou utilizações para tecnologia já existente) António Ladeira constrói uma série de pequenas distopias que castram as liberdades individuais para o bem de toda a comunidade, tendo como mote fazer com que os indivíduos não se apercebam do que estão a perder. Ou arranjando forma para que escolham, eles próprios, essa castração.

O  resultado é uma série de bons contos com pontinhas de ironia relativamente à tecnologia e à forma como a dependência total pode dar mal resultado. Mesmo que a maioria dos indivíduos que se encontrem nesta sociedade não se apercebam.

Não falta algum nonsense nem a criação de realidades imaginadas (levando-se à questão dickiana de, até que ponto é real o que nos rodeia), nem a alusão ao Fahrenheit 451 (ainda que menos quente) ou a Orwell (pelo controlo extremo das populações fazendo-as crer na preocupação pelo seu bem-estar).O resultado é de leitura leve e agradável, carecendo de sentido crítico e irónico do leitor para a sua compreensão.

Seis Drones – novas histórias do ano 2045 foi publicado pela editora Onyva.

O jogo – Carmo Cardoso & José Machado / O Farol Intergaláctico – João Pedro Oliveira

Eis os mais recentes contos publicados na colecção Barbante! Tratam-se de duas histórias de ficção científica, a primeira uma história com traços de horror, na perspectiva de um prisioneiro que joga sabendo que o preço a pagar pela derrota é a vida. Decorrendo no futuro, é um malicioso jogo gerido por alguém que detém todo o poder.

O segundo conto foi o que mais me cativou (tanto que falei dele na palestra sobre ficção científica portuguesa no Sci-fi LX). Nesta história um homem visita um amigo, mas tendo viajado pelas estrelas apenas umas semanas encontra-o velhote, pois, para ele, passaram décadas. O conto usa a relatividade do tempo. O tema não é novo mas é tratado de forma envolventee provoca uma certa nostalgia no leitor.

A colecção Barbante é publicada pela Imaginauta e lança pequenas histórias enquadradas nos géneros da ficção especulativa neste pequeno formato, permitindo a disponibilização bastante acessível (50 cêntimos) de boas histórias. A colecção encontra-se aberta a submissões e, claro, os autores publicados não têm de pagar nada pela publicação das suas histórias.

Resumo de Leituras – Julho de 2018(5)

124 – Amatka – Karin Tidbeck – É difícil encontrar uma temática minimamente original mas em Amatka encontramos alguns elementos interessantes e originais! Numa sociedade de regime autoritário, ligeiramente distópica, os objectos precisam de ser recordados constantemente para manter a sua forma, e quem não toma cuidado para que assim seja, é um traidor, dado que é esta constante manutenção da forma que se torna o centro da sociedade, a forma de manter uma ilusão contra a qual muitos se rebelam;

125 – 7 vidas – diário de vidas passadas – André Diniz e Antonio Eder – O autor apresenta a sua própria experiência com a regressão e a forma como esta o ajudou com episódios de aflição que sofria de vez em quando. Vida após vida, as regressões mostram-lhe o que foi anteriormente, e como as várias existências se interligam;

126 – Os fabulosos feitos de Fantomius – Vol.1 – Num formato maior do que é habitual, e com maior qualidade de impressão, a Goody lançou recentemente três novas séries Disney. Este primeiro de Fantomius centra-se numa personagem interessante, um ladrão inteligente que tece os mais complexos golpes, para dar aos pobres o que ricos convencidos amealham. Trata-se de um volume com extras (arte e entrevistas) que se afasta dos típicos volumes Disney;

127 – Free Lance – Diogo Carvalho e Nimesh Moraji – Com a disponibilização, na Convergência, de uma série de livros de edição de autor ou de pequenas editoras, adquiri este Free Lance, um pequeno volume com duas histórias de um cavalheiro oportunista onde são tornados cómicos alguns episódios típicos das histórias de cavalheiros.

Eventos: Sci-fi LX 2018

Cartaz da autoria de Edgar Ascenção

A menos de uma semana do evento (gratuito) vou começar a divulgar algumas componentes já anunciadas para o próximo fim de semana no Instituto Superior Técnico!

Isaque Sanches vem falar da relação entre a construção de narrativas e os videojogos

António de Sousa Dias apresenta uma homenagem a um dos mais prolíficos cineastas e escritores do Fantástico português. Conheçam a obra e o percurso de António de Macedo (1931-2017).

Entre os workshops disponibilizados este ano (em que se podem inscrever aqui) encontra-se um de Impressão 3D (dado por Artur Coelho) de Crochet, Amigurimi, pintura de miniaturas, desenho manga, criação de marcadores, como escrever um conto apocalíptico (por Pedro Cipriano) e de escrita criativa em Como Matar Personagens (de Bruno Martins Soares e Pedro Cipriano).

Resumo – 2º trimestre de 2018

Se o primeiro trimestre já tinha começado bem, este segundo permitiu a consolidação das novas vertentes do Rascunhos, apesar dos contratempos pessoais (mudança de casa e novos projectos profissionais). As visualizações ultrapassaram as 26 000 mantendo a tendência do primeiro trimestre, e continuei com a nova vertente do Rascunhos na rádio (na Voz Online, onde falei sobre livros, sozinha e acompanhada, bem como de eventos como o Sci-fi LX – os programas encontram-se disponíveis também na Mixcloud). A componente de jogos de tabuleiro prosseguiu mais lentamente, mas estabeleci a minha primeira parceria de jogos (A Floresta Misteriosa).

EVENTOS

O evento que marcou este segundo trimestre foi definitivamente o Festival Contacto. Apesar de ter decorrido apenas numa tarde em Benfica (num local priveligiado, o Palácio Baldaya) forneceu grande momentos de diversão para todas as idades, com a Escape Room da Liga Steampunk, jogos de tabuleiro diversos, lançamentos de livros, lutas de sabres – entre outros. De destacar o espaço ao ar livre e a existência de um bar de apoio que permitiu a permanência no evento durante toda a tarde.

Este trimestre foi, também, a minha estreia no Lisboacon (sobre este evento falarei mais detalhadamente nos próximos dias). Trata-se de um evento focado exclusivamente em jogos, sobretudo em jogos de tabuleiro (tendo, também, RPG’s) onde se pode experimentar uma enorme diversidade de jogos e adquirir outros tantos a preço mais acessível do que é comum nas lojas. Outro evento que marcou o trimestre foi o breve retorno do Sustos às sextas (ao qual não pude comparecer).

Alguns dos jogos disponíveis no Lisboacon

Mas os últimos trimestres também prometem! Aproximam-se o Sci-fi LX e a Comic Con Portugal, e começaram a ser anunciadas algumas novidades para o último trimestre do ano – Fórum Fantástico e Festival Bang!

LIVROS E BANDA DESENHADA – Portugueses 

Com o mesmo número de leituras do trimestre passado (cerca de 60) destaco, de autoers portugueses, Comandante Serralves – Expansão, The Worst of Álvaro e Han Solo. O primeiro é uma continuação da primeira antologia Serralves, contendo contos Space Opera de vários autores num mesmo Universo. Esta antologia destaca-se pelos elementos portugueses na sua narrativa, desde o humor às expressões e alguns detalhes culturais das personagens.

 

 

 

 

 

 

 

 

The Worst of Álvaro apresenta as piores tiras de Álvaro, num  conjunto divertido que começa com uma paródia certeira às seitas religiosas que realizam espectáculos de diversão (e engodo) nas suas cerimónias. Han Solo de Rui Lacas destaca-se pela expressividade das personagens, criando uma história envolvente com poucas palavras.

LIVROS

 

 

 

 

 

 

 

Este ano tem sido marcado por bons lançamentos de ficção especulativa (não em grande quantidade, mas o que tem havido é de qualidade) e este trimestre li, sobretudo, as novidades publicadas no mercado português. A Cavalo de Ferro surpreendeu com o lançamento de um clássico de horror de Shirley Jackson, A Maldição de Hill House. Não sendo a melhor leitura desta autora, apresenta uma história claustrofóbica que nunca se afimar sobre a origem dos supostos detalhes sobrenaturais, deixando a possibilidade de várias interpretações para o autor.

Num tom bastante diferente, Os Humanos é um relato divertido de um alienígena que tem de se integrar como humano para limpar as pistas de uma importante descoberta científica. Proveniente de uma sociedade bastante diferente, onde os indivíduos são imortais e poderosos, a perspectiva do alienígena é, simultaneamente, perspicaz e cómica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tendo no título a palavra Love, Love Star corre o risco de ser incluído na secção de romance fofinho e cor de rosa (como já o vi). Não poderia ser uma classificação mais enganadora. Love Star apresenta uma sociedade onde a tecnologia se aliou à publicidade com a perspectiva de responder a todas as necessidades de consumo da população, apresentando produtos inovadores como a disposição de corpos humanos em foguetes para serem incinerados automaticamente quando entrem novamente na atmosfera. Trata-se de uma história interessante carregada de reviravoltas irónicas, carregadas de crítica social.

O Poder é outro dos grandes lançamentos deste ano. Bastante aclamado no estrangeiro, apresenta uma reviravolta no equilíbrio de poder nas sociedades humanas – e se as mulheres tivessem a capacidade de electrocutar? O poder surge sobretudo em situações de violência física e psicológica contra mulheres, resultante numa reviravolta interessante. Deste surgir por necessidade ao exercício de poder, a história apresenta novos equilíbrios e desequilíbrios.

 

 

 

 

 

 

 

 

Amatka é, também, um lançamento inesperado para o mercado português, contendo uma sociedade distópica onde os objectos têm de ser constantemente marcados para manterem a sua forma e funções. Quem teme a morte de Nnedi Okorafor não é uma leitura deste ano (li-o em inglês em 2015) mas é um grande lançamento em Portugal. Trata-se de um dos grandes exemplos de afrofuturismo que não teme tratar de temas como o controlo das mulheres através da castração ou como a luta entre populações através das violações que visam diluir o sangue dos vencidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em inglês, destacou-se The Tangled Lands, um livro de fantasia pouco optimista em que o exercício de magia tem um preço muito elevado e onde o destino das personagens nunca é o programado, com contratempos e reviravoltas difíceis. Já The Martian in the Wood é um dos contos da TOR.com e centra-se num mundo pós Guerra dos Mundos de H. G. Wells, mostrando a vida dos que sobreviveram e como tentam lidar com o desaparecimento dos familiares – mas… nem todos os alienígenas conseguiram abandonar a Terra!

BANDA DESENHADA

A colecção Novela Gráfica ainda agora começou e já proporcionou duas das melhores leituras dos últimos meses, Os Guardiões do Louvre de Taniguchi e Aqui mesmo de Tardi. O primeiro centra-se no Louvre, enquanto museu e espaço que sofreu alterações, falando de alguns autores que influenciaram artistas japonses. Trata-se de um trabalho a cores que dá grande representação a algumas obras clássicas captando o seu próprio estilo. Não sendo dos trabalhos favoritos do autor em termos narrativos, fascina pelo grafismo.

Aqui mesmo (que ainda não tive oportunidade de comentar detalhadamente) é um trabalho excelente que pode ter interpretações políticas (ainda que o autor, na sua introdução descarte grande parte delas), centrando-se numa personagem demasiado agarrada ao passado, traumatizada com as guerras entre famílias e por isso, decidida a manter a sua posição desconfortável, nem que para isso deixe de ter vida própria.

Não tendo lido o romance original no qual se baseia, Afirma Pereira é um fascinante retrato da sociedade portuguesa antes do 25 de Abril mostrando como se exercia influência, poder e medo sobre a população e, neste caso, sobre a classe jornalística portuguesa.

Outra das colecções lançadas pela Levoir foi a colecção Bonelli em que se lançaram álbuns representativos das colecções italianas da editora Bonelli. Em geral são álbuns que dão especial destaque à narrativa, bastante movimentados e centrados em heróis peculiares. Dragonero foi dos meus favoritos contendo referências às mais clássicas séries de Fantasia. Já este volume de Dylan Dog, Os Inquilinos Arcanos, destaca-se pela introdução de Filipe Melo e contém uma diversidade interessante das histórias deste herói com um grafismo competente onde não se podem esquecer os efeitos sobrenaturais e fantásticos.

Próximos tempos? Espera-me o Sci-fi LX, com duas palestras, uma sobre ficção especulativa nacional e outra sobre robots (com João Barreiros), muitos livros e muitos jogos de tabuleiro!