31 – Espíritos de Gelo – Raphael Draccon – um dos dois livros que iniciaram a colecção Mitos Urbanos, não conseguiu chegar à categoria do Bom. A história é coesa mas simples e com clichés. É um dos raros exemplos em que o facto do autor ser brasileiro me empatou a leitura e o texto relevou-se de qualidade média. Uma leitura rápida que não deixou marcas.

32 – Three hearts and three lions – Poul Anderson – um dos melhores textos fantásticos dos últimos tempos, conta a história de um homem que se vê transformado num herói ao viajar para uma realidade paralela. Desconhecendo a sua identidade nesta realidade, é um relato mágico e tocante que revela algum paralelismo com acontecimentos históricos.

33 – A Luz Miserável – David Soares – Se existe género com o qual sou rigorosa é o horror. Talvez porque não ser facilmente impressionável, talvez por, muitas vezes, achar cómico o show off de descrições sangrentas e violência gratuita. É daqueles géneros que não funciona comigo se não estiver excelentemente balanceado e narrado. E ainda que outras histórias no género horror de David Soares não me tenham impressionado, neste caso, gostei imenso do conjunto. Um livro sem dúvida para rever nos próximos dias.

34 – The Elephant – Slawomir Mrozek – cómico e absurdo de uma forma séria, em que se levam os pequenos detalhes anormais ou até fantásticos, até às últimas consequências. Entre algumas histórias excelentes existem outras que não se destacaram, talvez por serem demasiado curtas.  Ainda assim, um conjunto que aconselharia a qualquer um que goste de Borges ou Zoran Zivkovic.

35 – O Pintor debaixo do Lava-loiças – Afonso Cruz – talvez um meio termo entre Enciclopédia da Estória Universal e Os Livros que devoraram o meu pai apresenta-nos uma história mais complexa que o segundo, mas ainda assim de estrutura relaxada onde reencontramos personagens que conhecemos. Não se tornou o meu favorito do autor, mas ainda assim é uma leitura interessante que irei rever nos próximos dias.

36 – The Prisoner – Thomas M. Disch – dois dos livros deste  autor quase que foram incluídos na SF Masterworks. Sem saber que The Prisoner já tinha sido adaptado para série televisiva, decidi-me a lê-lo. E foi uma decepção. A história não avança, roda sempre em torno das tentativa de fuga da mesma personagem, e apresenta uma circularidade que parece psicótica. Talvez pelos anos que já decorreram desde que a obra foi escrita, o jogo psicológico não me impressionou e foi uma das leituras mais aborrecidas dos últimos tempos.

37 – Vamiré – J. H. Rosny – esta é a história de um homem primitivo que se lança à aventura, explorando novos territórios. Narrada de forma demasiado romântica, confere constantemente sentimos como honra, lealdade e despeito aos animais, quer sejam leões ou hienas. Uma história pouco provável que, a meu ver, não envelheceu bem.