Dead like me

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De desenvolvimento linear e sem grandes complicações no enredo, Dead Like Me é daquelas séries que mostra como a simplicidade consegue funcionar bem para entregar diversão minimamente inteligente. Não esperem grandes reviravoltas ou cliffhanger’s, mas situações caricatas carregadas de ironia que são complementadas por alguns elementos cómicos.

A série começa com Georgia Lass, mais conhecida como George, a morrer quando a tampa de uma sanita de uma estação espacial entra na atmosfera e provoca um aparatoso acidente. Se esta cena parece o final, é na realidade um recomeço para a jovem que passa a desempenhar a função de anjo da morte.

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Integra, assim, uma pequena equipa de anjos da morte e, contra a sua vontade, é ensinada a retirar as almas dos que vão morrer, e a acompanhá-las na passagem para a luz. O que se encontra do outro lado os anjos da morte desconhecem, apenas sabem que a sua vez ainda não chegou e, como tal, devem cumprir esta tarefa durante algum tempo.

De aparência suficientemente diferente para não ser reconhecida, George adopta outro nome e volta a ser contratada pela mesma empresa pois um anjo da morte também tem de comer e também precisa de sítio para dormir. Apenas não deve voltar a contactar a família mas, claro, que a curiosidade é maior e não resiste a espiá-los.

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Sarcástica como a mãe, George consegue sair do papel típico de adolescente para, num distanciamento aparente, depositar tiradas de humor negro e cortante, sobretudo nas diversas situações em que as mortes se devem a cómicos acidentes. Há, literalmente, pianos a cair em cima de pessoas, camiões do lixo que esmagam barulhentas senhoras de cadeiras de rodas, bidões de água que provocam o afogamento de um trabalhador ou pranchas de surf voadores que atravessam a cabeça de alguém.

As mortes irónicas e inventivas sucedem-se a cada episódio. Mas não demasiadas, apenas as suficientes para justificar o trabalho dos anjos da  morte. Lentamente, a reacção de revolta de George dá lugar a uma aceitação do ciclo da vida do qual faz parte e há algum espaço para ir experimentando o que não pode em vida.

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Explorando, mas não em demasia, algumas questões em torno da religiosidade ou do que existe depois da  morte, consegue libertar-se da carga trágica pelos elementos cómicos que explora com ironia.

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