The Dark Tower Vol.2 – The long road home – Robin Furth, Peter David, Jae Lee, Richard Isanove

Eis o que me irritou profundamente no filme – ainda que não seja particularmente fã da obra de Stephen King, não tenha lido os livros e apenas tivesse lido o primeiro livro da banda desenhada à data da visualização cinematográfica,  achei que a adaptação transformava um mundo com excelentes capacidades na história rotineira de um rapaz que, na ausência dos pais, encontra alguém que o ajuda a explorar os poderes adormecidos. Cliché. E se é verdade que o problema dos clichés é que funcionam, neste caso havia tantas falhas narrativas que a capacidade de crença do narrador foi rapidamente esgotada.

No volume anterior acompanhámos uma série de forças negras que tentam ganhar poder no mundo onde se encontra a Torre Negra, uma construção que constituirá o centro de suporte para a existência de vários mundos. Sem ela, tudo colapsa. Roland pertence à família que tem como objectivo proteger a Torre Negra e quando as várias forças colapsam é obrigado a crescer e a tornar-se um adulto capaz.

Paralelamente desenrola-se um romance entre Roland e Susan Delgado, uma jovem que é vendida como concunbina pela própria família. Mas antes de desempenhar este papel apaixona-se por Roland e acaba por morrer numa fuga mal sucedida. Este volume começa após essa morte, com Roland inanimado na maioria das páginas, depois de um acidente com um objecto poderoso. Na realidade a mente de Roland está dentro do objecto, onde encontra um dos seus piores inimigos e onde lhe é exposto o motivo pelo qual tenta destruir o Universo.

Enquanto Roland e os companheiros de viagem (que o transportam) se dirigem até território seguro, muitas coisas acontecem. Enquanto são caçados por um batalhão de homens, um rapaz idiota que segue este batalhão (com o intuito de vingar a morte de Susan Delgado) é modificado no que reconhecemos ser o resto de um parque de diversões (referência interessante num mundo de características medievais que teoricamente não tem electricidade nem tecnologia) – esta modificação será fulcral para os episódios que se seguem.

Roland e os seus amigos não terão apenas de fugir do batalhão de homens – pelo caminho enfrentam muitos outros perigos que não os deixam incólumes. Para além das pontes frágeis encontram-se com lobos e monstros.

A história apresenta na banda desenhada constitui uma prequela à história dos livros, ainda que possua episódios que (pelo que li) podemos encontrar nos livros. A história está carregada de elementos fantásticos, mas inclui, também, o conceito de mundos paralelos que serão suportados pela Torre Negra, ou resquícios de uma tecnologia avançada de uma época anterior.

Cruzando elementos de uma sociedade entre o medieval e o faroeste, com magia e tecnologia, um dos pontos fortes desta série é a qualidade da edição e o fantástico aspecto das páginas que transmitem um ambiente negro onde as forças benignas parecem esmagadas pelas circunstâncias. Há muito para compreender neste mundo que parece ter uma história rica em detalhes.

Opinião a volumes anteirores

3 pensamentos sobre “The Dark Tower Vol.2 – The long road home – Robin Furth, Peter David, Jae Lee, Richard Isanove

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