Pelos vistos a Livros do Brasil anda a lançar alguns livros de ficção especulativa, ainda que sejam, sobretudo, numa vertente mais literária, como Eu que não conheci os homens ou Orlanda, ambos de Jacqueline Harpman. Fios está previsto para meio de Outubro, e, pela sinopse, corresponde a uma ficção científica distópica, baseada nos mais recentes desenvolvimentos da situação americana:

O Estado foi desmantelado.

Novos laços sociais emergem. A natureza muda a sua ocupação do território. E a energia torna-se valiosa como nunca antes.

É neste mundo pós-tecnoliberalismo que a personagem central desta história circula, roubando eletricidade da rede que subsiste e vendendo-a no mercado negro em baterias que ela própria concebeu, usadas, em especial, para alimentar concertos. Até que alguém a interceta e a leva a tomar parte numa colossal experiência científica que poderá alterar a estrutura da realidade. Depois de reescrever o passado americano nos seus dois livros anteriores, o multipremiado Hernán Díaz imagina em Fios a América do futuro, num romance de cortar o fôlego, que questiona a organização do mundo, as fronteiras da existência e a distância que se interpõe entre nós e aqueles que amamos.