229 – Scion – James Islington – Do autor de uma das séries fantásticas com mais sucesso internacional, foi publicado recentemente este volume que corresponde a uma ficção científica cyberpunk carregado de acção. Ainda não li outros livros do autor, mas quis começar por este mais simples e isolado. O que encontrei irá diferir, segundo o próprio autor, das restantes obras, mas é uma aventura coesa onde se apresentam várias criaturas resultantes de bio-engenharia numa sociedade controladas por grandes empresas. A personagem principal é um assassino a soldo que, neste caso, é contratado para proteger uma senhora que terá sido uma figura essencial para a construção deste mundo peculiar;
230 – The Lost Steersman – Rosemary Kirstein – O terceiro volume da série sai das terras inóspitas com Rowan, que procura agora pistas sobre os tempos em que uma das estrelas guia terá caído. Na cidade que deveria ter a cópia das principais memórias da Steerswomen, Rowan encontra uma confusão desgovernada, resultado da negligência da Steerswoman que aí habitava. Enquanto tenta organizar e recuperar as memórias que lá existem, reencontra o Steerman que terá abandonado a profissão. Amigos desde a formação, Rowan tenta explorar os motivos por detrás do abandono, mas o mistério apenas se adensa. O volume tem duas partes distintas, e na segunda Rowan irá viajar para um território desolado, habitado por estranhas e perigosas criaturas;
231 – Hemlock & Silver – T. Kingfisher – A autora pega e transforma mais um conto clássico, neste caso o da Branca de Neve, utilizando elementos da versão mais tradicional. A história usa a maçã, a palidez da princesa e os espelhos para criar um mundo fantástico com pitadas de horror desconfortáveis, ainda que a progressão da história seja caricata e, até, por vezes, ligeiramente aconchegante. A narrativa centra-se numa mulher que seguiu uma via pouco usual, como especialista em venenos, o que resulta num pedido do rei para saber o que de errado se passa com a sua filha;
232 – Final Cuts – Charles Burns – Uma história que começa por parecer uma trip de ficção científica e evolui para apresentar várias camadas, desde a criação, à dificuldade nos relacionamentos, à instabilidade familiar e psicológica. A personagem principal é Brian, um rapaz estranho que se dedica a filmar estranhas cenas que remetem para a ficção científica e que se revela obcecado por cinema e os seus significados, sendo capaz de ficar dias a matutar numa determinada cena. É uma história bastante peculiar, com cenas que recordam David Lynch.