105 – Tower of God – Vol. 5 – S.I.U – Confesso que estou a perder algum interesse nesta história. A série tinha começa com enigmas curiosos que se tornam cada vez mais secundários, resultando numa simplificação da premissa – uma série de pessoas pretende subir ao topo de torre e deve superar uma série de provas, várias de confronto físico e astúcia, para o conseguirem fazer;
106 – I Hate Fairyland – Vol. 9 – Skottie Young – A série continua com os desafios que Gertrudes enfrenta nas terras fantásticas, apresentando várias histórias interligadas. Estes volumes mais recentes são mais relaxados em seguimento narrativo entre eles, criando as situações mais inusitadas e usando a infâmia da personagem principal;
107 – Animais Difíceis – Rosa Montero – Novo volume na série de Bruna, agora mostrando-nos uma Rep fragilizada, cujas memórias foram colocadas num novo corpo, mais franzino e mais dado a capacidades de cálculo do que combate. Esta mudança resulta numa crise de identidade que irá afectar os seus relacionamentos. Como os restantes da série, a história decorre num futuro à la Blade Runner, mas situado em Espanha, centrando-se em Bruna e nas investigações que aceita como parte do seu trabalho. A premissa permite explorar vertentes sociais e económicos deste mundo, neste caso, mostrando como alguns sobrevivem fora da civilização, e como o ódio parece estar sempre presente, focando-se nos mais fracos. Em simultâneo, existem os que pretendem a evolução tecnológica a todo o custo e questiona-se o elevado poder que as grandes empresas conseguem ter sobre governos e legislação;
108 – The Future of Another Timeline – Annalee Newitz – Apesar de ter gostado bastante do livro, foi uma das leituras que mais me custou fazer. A narrativa centra-se numa académica que realiza viagens no tempo e que, conjuntamente com outro grupo de mulheres, tenta mudar o passado para garantir os direitos das mulheres. As viagens no tempo possuem detalhes diferentes do usual e a exploração do tema principal mostram como a violência contra a população feminina é normalizada em vários contextos.
