Resumo de leituras – Janeiro de 2018

01 – The complete Phonogram – Gillen, McKelvie, Wilson e Cowles – Este volume tem várias semelhanças com The Wicked + The Divine, contendo deuses e figuras com poderes que nascem num cenário urbano. Se no outro se trata do renascer cíclico dos deuses, aqui a fonte é a música, que influencia, adormece e alimenta os detentores dos poderes. Tal como a outra série, esta não faz muito o meu género, não gostando muito da aura decadente dos defeitos humanos inevitáveis que levam recorrentemente ao mesmo erro;

02 – O último reino – Bernard Cornwell – Há algum tempo que não lia nada do autor (ou outras obras de ficção histórica). Trata-se de uma série centrada num lorde inglês que, em criança, presencia a invasão dos Vikings. Mostrando-se lutador e destemido, é adoptado por estes e aprende uma série de técnicas de guerra que o irão ajudar posteriormente;

03 – Metabarons Genesis: Castaka – Alejandro Jodorowsky e Das Pastoras – No seu estilo implacável, eis mais um volume onde se explora a ascendência do Metabarão e a sua ligação com a tecnologia. Guerreiro honrado para quem as acções carregam um peso, o Metabarão tem um ascendente pirata que terá determinado a saído do planeta da sua linhagem;

04 – Mitologia Nórdica – Neil Gaiman – Curto conjunto de histórias mitológicas, onde Neil Gaiman parte dos mitos originais que tanto o fascinaram, para apresentar os Deuses nórdicos como personagens em episódios de valor moral questionável onde a demonstração de esperteza, com interpretações dúbias de pactos, são bastante comuns.

05 – Plutona – Jeff Lemire, Lenox, Bellaire – Com uma premissa que não é totalmente original e explorando a complexidade da adolescência, Plutona consegue apresentar personagens com dimensão própria com as quais é possível sentir empatia. A história vai explorando, ligeiramente, o contexto familiar de cada jovem e assim permitir dar-lhes peso e importância para além do estereotipo fácil;

06 – Fun Home – Alison Bechdel – Em Fun Home entra-se no quotidiano de uma família peculiar pelas recordações de criança da autora que, só com algumas revelações, percebeu o quão peculiar era a família (e a sua infância onde ocorreram viagens à Europa, onde os pais teriam vivido). Mais mais do que o quotidiano de uma família, durante o desenrolar das memórias a autora tenta eternamente estabelecer um contacto mais próximo com um pai, um suposto entendimento e reconciliar com o seu peculiar feitio, como forma de ultrapassar a sua morte.

 

 

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