Bone Parish – Vol.1 – Cullen Bunn, Jonas Scharf e Alex Guimarães

Do mesmo autor de Harrow County, este Bone Parish é, também, uma série de banda desenhada negra com uma premissa horripilante. Neste caso, um pouco mais pesada do que a de Harroy County, dado decorrer num mundo muito semelhante ao nosso, em que aparece uma nova droga gerada a partir de cadáveres.

Esta nova droga é gerida num negócio familiar, mais concretamente pela mãe que ficou viúva e que recebe conselhos do seu falecido marido, utilizando a droga para tal. A produção estará a cabo da filha, uma jovem aparentemente fria mas metódica que segue um procedimento que só ela conhece. Tal método implica que é difícil produzir em larga escala.

A distribuição de uma nova droga em Nova Orleães gera grande atenção por parte de dois grupos de criminosos. O primeiro tenta uma abordagem mais diplomática – uma proposta de negócios. Já o segundo, opta pelo ataque imediato, como forma de demonstrar que irá obter o que quer. Sem negociações.

A narrativa de Bone Parish vai oscilando entre acompanhar os diferentes membros da família, e mostrar as trips dos que tomam a nova droga. Cada cadáver produz um efeito muito específico, e existe em quem fique viciado numa determinada vertente da droga – até porque vertentes específicas produzem experiências semelhantes.

De conceito negro e pesado, Bone Parish desenvolve personagens em que se denota uma aura negra. Os jovens habituaram-se à violência e enfrentam-na como rotina. A mãe governa com a mão de ferro de um gansgter, e a única filha produz uma droga a partir de cadáveres. Cada um tem os seus segredos e o seu papel familiar.

Em termos visuais, o desenho apresenta imagens acizentadas, muitas vezes de contornos negros – excepto quando se incluem as alucinações provocadas pela droga. Estas distinguem-se por serem mais luminosas e possuírem uma intensa coloração roxa e rosa.

A premissa é incomum, a narrativa é negra, os mistérios estão por revelar. A estes três ingredientes juntam-se motivos de urgência (uma guerra entre mafiosos está próxima). O conjunto revela-se interessante, quer pelo alternar de perspectivas, quer pela forma como o autor vai transportando as personagens para uma degradação emocional.

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