81 – A Biblioteca – Manuel Carvalho Coutinho – Este volume é o resultado de um projecto de avaliação das bibliotecas ao longo do país, que exclui a área metropolitana de Lisboa. O autor saltitou entre várias localidades com o intuito de perceber se as bibliotecas estarão adequadas e se são usadas nas diversas regiões. Encontrou de tudo – bibliotecas que fazem a diferença, recebendo os locais de braços abertos para diversas actividades, a bibliotecas museu, inacessíveis, quer em termos de localização, quer em termos de disponibilidade dos próprios livros;
82 – Blackwater – Vol. 1 – Michael McDowell – Esta série de livros está a ser adaptada para série televisiva e começou a ser recentemente lançada em Portugal pela Editorial Presença. O autor terá sido o responsável pelo guião de Beetlejuice (entre outros). É, efectivamente, um estilo muito visual e movimentado, que nos leva a uma pequena vila que sofreu uma cheia. Algo tão banal parece ter trazido uma presença de aspecto humano, uma belíssima senhora ruiva, que perde tudo naquelas águas. Mas esta senhora é muito mais do que parece e os fenómenos associados à água começam a surgir na localidade;
83 – The Promised Neverland – Vol. 5 – Kaiu Shirai e Posuka Demizu – Com spoilers! Depois de alguns volumes em que as crianças planeiam a fuga do orfanato, eis que, finalmente, conseguem fugir. Tal não será, como esperado, fácil, mas de alguma forma, possuem uma espécie de manual codificado que os poderá ajudar a sobreviver no exterior. A emoção aumenta, bem como a tensão e o nosso desejo de que as crianças consigam fugir. Mas pegando no tom dos volumes anteriores, suspeito que ainda terão de sofrer perdas elevadas;
84 – E então, lembro-me – Catarina Costa – A nova distopia é narrativamente mais complexa do que a anterior, apresentando-nos uma cidade de reclusos onde várias pessoas são colocadas para trabalhar. Para tal, passam por alguns procedimentos médicos que lhes retiram a memória, a fertilidade e, até, as feições originais. A história é contada na perspectiva de Laila que vai, lentamente, habituando-se a esta realidade (até porque não conhece outra) ao mesmo tempo que se vai recordando de momentos chave na sua existência anterior. É uma distopia com vários momentos introspectivos, mas também com alguns diálogos e trocas de impressões, ainda que seja escasso em acção.