Melhores leituras (por ordem de leitura e não de apreciação)







O mês começou com a leitura de Gannibal, uma série Mangá trazida para Portugal pela editora A Seita, que se destaca pela premissa de thriller com detalhes de horror. Aqui, um polícia japonês é destacado para uma vila do interior. O seu antecessor terá falecido em circunstâncias curiosas, após fazer declarações polémicas sobre canibais na localidade. O ambiente é soturno e fechado, mostrando uma vila onde a maioria das famílias ali permanece há várias gerações, denotando-se medo e segredos escondidos.
The Golem and the Djinni é um livro que permanecia há demasiado tempo nas minhas estantes por ler e que curiosamente foi destacado pela IA como podendo ser uma leitura que me iria agradar. Efectivamente é uma excelente histórica, focada em duas criaturas que, por circunstâncias diferentes, terão de tentar sobreviver entre humanos numa cidade de Nova Iorque do século XIX. Ambas as criaturas demonstram características associadas à sua natureza. A Golem tenta agradar os que a rodeiam, mostrando-se sólida e constante no seu percurso, enquanto que o Djinni demonstra algum egocentrismo e volatilidade. A narrativa vai-se desenvolvendo, mostrando como ambas se adaptam tentando negar um pouco da sua natureza, e progride com bom desenvolvimento de personagens e alguma acção.
Palácio 5, de Francisco Sousa Lobo é uma publicação independente do autor que, neste caso, apresenta uma narrativa muito actual e necessária. Ainda que o aspecto visual não seja dos que mais me agrada, o volume destaca-se pelo conteúdo e exposição do mesmo.
Gathering Blue é o segundo volume da série The Giver de Lois Lowry. Apresenta, também, uma sociedade de humanidade fragmentada, tecnologicamente menos avançada do que a do primeiro volume, onde os membros desta comunidade têm de ser capazes de sobreviver sozinhos para se manterem na vila. A histórica foca-se numa jovem que nasceu com uma perna torta, circunstância que, naquela sociedade implicaria ser exposta. As conexões familiares mantêm-na viva nos primeiros anos, após a morte da mãe, será o reconhecimento de uma capacidade importante que a fará manter-se, sendo que esta transição nos dará a oportunidade de perceber melhor como as coisas funcionam neste mundo.
Isabella Nagg & The Pot of Basil surpreendeu-me pela positiva. Começa com um tom muito Terry Pratchett (tanto em tiradas como em estilo de escrita), mas evolui depois para uma fantasia mais movimentada, algo mirabolante, com críticas curiosas (indirectas) a casamentos disfuncionais e ao empreendorismo parasítico.
Quando pegamos num livro de Travis Baldree já sabemos mais ou menos o que esperar – uma fantasia aconchegante, com a dose certa de conflito, conhecidos que se tornam em amigos profundos e relacionamentos curiosos. Assim é em Brigands & Breadknives, mas este volume surpreende pela quantidade de conflitos físicos, com uma aventura que fará as personagens viajarem constantemente e enfrentarem várias circunstâncias desafiadoras. É uma leitura leve, divertida, mas também fluída e caricata – diria até que é dos melhores, senão o melhor deste autor que já li.
O último dos melhores deste mês é um livro de Hayao Miyazaki, A Viagem de Shuna, que apresenta uma história com raízes em lendas tradicionais, para tecer um conto fantástico, de confronto da inocência com a ganância humana. Um jovem rapaz, príncipe, parte em busca de uma solução para a fome do seu povo, mas confronta-se com a existência de escravos e de uma tecnologia que os usa massivamente.
Restantes leituras (algumas bastante boas, mas que apreciei menos que as destacadas)








